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Um presidente democrata dos EUA retornaria ao Acordo de Paris 'sem hesitar', diz Newsom na COP30
Se os Estados Unidos tivessem novamente um presidente do Partido Democrata, voltariam a aderir ao Acordo de Paris "sem hesitar", afirmou o governador da Califórnia, Gavin Newsom, nesta terça-feira (11), durante a COP30 em Belém do Pará, onde criticou o presidente Donald Trump.
Os Estados Unidos, a maior economia do mundo e o segundo maior emissor de gases de efeito estufa depois da China, estão ausentes pela primeira vez de uma conferência global sobre o clima.
"É um compromisso moral, é uma necessidade econômica, são ambas as coisas, e é uma aberração termos nos retirado dos acordos duas vezes, não apenas uma", disse Newsom à AFP na cidade amazônica que sedia o encontro para discutir como conter o aquecimento global.
O republicano Trump decidiu retirar os EUA do Acordo de Paris após retornar à Casa Branca em janeiro e não enviou delegados à COP30.
Trump "está redobrando a sua estupidez", afirmou Newson, considerado um forte possível candidato democrata à presidência em 2028.
"Somos um parceiro estável e confiável", disse o governador californiano durante uma visita a um centro de bioeconomia em Belém, acompanhado de seu homólogo do estado do Pará, Helder Barbalho.
Newsom degustou especialidades da culinária amazônica, como o açaí e o cupuaçu, duas frutas locais.
- "Realmente surpreendente" -
Embora o governo de Trump não tenha enviado uma delegação à COP30, muitos líderes locais e regionais dos Estados Unidos compareceram a Belém para representar o país, entre eles o californiano e sua colega do Novo México, a também democrata Michelle Lujan Grisham.
Os holofotes estão voltados para Newsom, grande crítico de Trump.
"(Trump) renunciou ao seu papel no cenário internacional, é realmente surpreendente", afirmou Newsom.
O presidente americano concentra seu segundo mandato na exploração de petróleo. Como em seu primeiro período de governo, entre 2017 e 2021, o republicano determinou a retirada dos Estados Unidos do Acordo de Paris contra as mudanças climáticas, uma decisão que será efetivada em janeiro de 2026.
No entanto, os estados americanos podem, se assim desejarem, continuar avançando no Acordo, segundo Champa Patel, diretora-executiva do Climate Group, organização internacional que trabalha estreitamente com governos regionais em questões climáticas.
Na abertura da COP, o anfitrião e presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou a infligir "uma nova derrota aos negacionistas".
Também afirmou que é "muito mais barato" combater as mudanças climáticas do que financiar guerras. E, sem mencionar Trump, criticou os "homens que fazem guerra" e que não estão presentes em Belém.
W.Morales--AT