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Israel enterra militar sequestrado e assassinado em Gaza há 11 anos
Centenas de israelenses se reuniram nesta terça-feira (11) na localidade de Kfar Saba para o funeral do soldado Hadar Goldin, cujos restos mortais foram devolvidos pelo Hamas depois de terem permanecido em Gaza por mais de uma década.
A multidão lotou o cemitério militar, onde bandeiras israelenses e fotografias do jovem tenente foram exibidas, ao lado de uma faixa que afirmava: "Nós lembraremos para sempre".
Israel recebeu os restos mortais de Goldin no domingo como parte do acordo de cessar-fogo em Gaza negociado em outubro pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Seu pai, Simcha Goldin, elogiou o filho como um "guerreiro judeu" e pediu aos presentes que "atuem com retidão e não odeiem uns aos outros, este é o legado de Hadar".
Hadar Goldin, que tinha 23 anos, morreu em 1º de agosto de 2014 durante uma operação militar israelense na Faixa de Gaza conhecida como Operação Margem Protetora.
O militar liderava uma missão para destruir túneis do Hamas quando caiu em uma emboscada e foi assassinado.
A família de Goldin organizou um funeral simbólico em 2014, depois que partes de seu corpo foram recuperadas de um túnel, mas as tentativas de recuperar o restante haviam fracassado até agora.
Desde a entrada em vigor do cessar-fogo em Gaza em 10 de outubro, o Hamas devolveu a Israel os 20 reféns vivos que mantinha em cativeiro e os restos mortais de outros 24, incluindo Goldin.
Quatro corpos de reféns capturados durante o ataque do Hamas de 7 de outubro de 2023 — que desencadeou a guerra de retaliação em Gaza — ainda permanecem no território palestino.
H.Gonzales--AT