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Trump recebe presidente sírio em reunião histórica na Casa Branca
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu nesta segunda-feira (10) seu homólogo sírio, Ahmed al Sharaa, para uma reunião sem precedentes, poucos dias depois de Washington tê-lo retirado de uma lista de terroristas.
Sharaa, que liderou uma coalizão rebelde de islamistas responsável por derrubar Bashar al Assad após décadas no poder, é o primeiro líder sírio a visitar a Casa Branca desde a independência do país, em 1946.
O presidente interino sírio chegou às 11h37 no horário local (13h37 no horário de Brasília), informou a Casa Branca, sem passar pela entrada principal e sem o protocolo habitualmente reservado a chefes de Estado e de governo estrangeiros, que Trump quase sempre recebe pessoalmente no pórtico.
Os jornalistas também não foram convidados ao Salão Oval no início da reunião, como costuma ocorrer nas visitas oficiais.
Trump afirmou na semana passada que Sharaa estava fazendo "um ótimo trabalho. É uma vizinhança difícil. E ele é um cara duro. Mas me dei muito bem com eles, e muito progresso foi feito com a Síria".
A Síria é governada por um Executivo interino desde a queda de Assad, em dezembro de 2024, após quase 14 anos de guerra civil.
O grupo que Sharaa liderava, o Hayat Tahrir al Sham (HTS), anteriormente ligado à Al Qaeda, foi retirado da lista de organizações terroristas de Washington em julho.
Na sexta-feira, o governo de Trump retirou o líder sírio da lista de terroristas. Desde 2017 até dezembro passado, o FBI oferecia uma recompensa de 10 milhões de dólares (cerca de 53,1 milhões de reais) por qualquer informação que levasse à sua captura.
Na quinta-feira, o Conselho de Segurança da ONU também suspendeu as sanções contra Sharaa, por iniciativa dos Estados Unidos.
Os presidentes americano e sírio também devem tratar das negociações iniciadas pelas autoridades sírias com Israel para um acordo de segurança. Pelo pacto, Israel se retiraria das zonas do sul do país ocupadas após a queda de Assad.
Sharaa já havia se reunido com Trump em Riade, durante a viagem regional do presidente americano em maio.
Na ocasião, Trump havia incentivado Sharaa a aderir aos Acordos de Abraão, que levaram vários países árabes a reconhecer Israel em 2020.
A.Williams--AT