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Sheinbaum descarta imposição de tarifas americanas ao México em 1º de novembro
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, descartou, nesta segunda-feira (27), a aplicação pelos Estados Unidos de alguma tarifa especial às exportações de seu país em 1º de novembro, visto que seu governo continua negociando com a gestão de seu par americano, Donald Trump.
No próximo sábado (1º) acaba o prazo de 90 dias que os dois países acordaram para uma negociação comercial, após Trump ameaçar impor tarifas de 30% ao México, argumentando que o Estado vizinho tinha muitas barreiras não tarifárias.
"Continuamos trabalhando e não há nenhuma situação, por enquanto, em que poderia haver alguma tarifa especial no dia 1º de novembro", disse a mandatária durante sua habitual coletiva de imprensa.
Sheinbaum disse que conversou com Trump no sábado sobre as negociações comerciais que ambos os países mantêm há quase três meses.
"Vamos dar umas semanas a mais" para encerrar o tema "das 54 barreiras não tarifárias que ainda estão pendentes", disse Sheinbaum.
A mandatária acrescentou que "em algumas semanas" voltará a se comunicar com Trump, embora não tenha dado uma data precisa.
Sheinbaum se referia às barreiras que Washington apontou como as restrições às empresas estrangeiras no setor energético, assim como obstáculos regulatórios em setores como agricultura, telecomunicações e propriedade intelectual.
A presidente do México havia dito, na semana passada, que seu governo estava "muito avançado" nas negociações comerciais com os Estados Unidos.
O secretário de Economia, Marcelo Ebrard, viajará esta semana ao fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, na Coreia do Sul, onde se espera que feche alguns acordos com seu homólogo americano.
O México é um dos países mais vulneráveis às tarifas de Trump, já que mais de 80% de suas exportações têm os Estados Unidos como destino, seu maior parceiro comercial no acordo de livre comércio T-MEC.
México, Estados Unidos e Canadá se preparam para revisar o acordo T-MEC em 2026.
Ch.Campbell--AT