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Imagens de satélite mostram demolição total da Ala Leste da Casa Branca
A Ala Leste da Casa Branca foi completamente demolida, para a construção de um novo salão de baile, ordenada pelo presidente Donald Trump, mostram imagens de satélite divulgadas nesta quinta-feira (23).
A demolição coincidiu com a revelação pela Casa Branca de uma lista de doadores para a obra do salão, que vai custar US$ 300 milhões (R$ 1,6 bilhão). A relação inclui empresas como Amazon, Apple, Google, Meta e Lockheed Martin.
Uma mancha de escombros é visível agora na área antes ocupada por um prédio icônico, segundo imagens de hoje compartilhadas com a AFP pela Planet Labs PBC. Fotos de satélite tiradas um mês atrás mostravam a ala que abrigava o gabinete da primeira-dama intacta.
Os planos para demolir um dos locais mais icônicos do mundo não apenas geraram polêmica entre críticos do projeto, mas também estão se mostrando muito mais caros do que Trump anunciou.
Quando o projeto foi revelado, em julho, o presidente disse que o novo salão de baile não interferiria "no prédio atual". Mas após o início dos trabalhos, nesta semana, Trump informou ter consultado arquitetos e que seria melhor demolir toda a Ala Leste, em vez de executar uma demolição parcial.
O custo atualizado do salão é US$ 100 milhões mais alto do que o anunciado pela Casa Branca, que garantiu à AFP que os US$ 300 milhões serão a cifra definitiva, e que eles não custarão "um centavo aos contribuintes".
Entre os doadores individuais estão a família do secretário de Comércio de Trump, Howard Lutnick, e os gêmeos Cameron e Tyler Winklevoss, que se tornaram famosos por meio do filme "A Rede Social", sobre o surgimento do Facebook.
Trump não revelou quanto doará, mas disse que será "o que for necessário".
S.Jackson--AT