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Senadores acusam procuradora-geral dos EUA de politizar a Justiça
A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, enfrentou um intenso interrogatório nesta terça-feira (7) por parte dos senadores que a acusam de transformar o Departamento de Justiça em uma ferramenta do presidente Donald Trump para atacar seus supostos inimigos.
Desde que assumiu o cargo, a ex-advogada do bilionário republicano recebe duras críticas da oposição por não ter mantido a independência do departamento em relação à Casa Branca.
"Eram apenas oito meses, ela transformou profundamente o Departamento de Justiça e deixou uma grande mancha na história americana", declarou o senador democrata Dick Durbin a Bondi.
O político, democrata de mais alto escalão no Comitê Judicial do Senado, afirmou que o ex-presidente Joe Biden nunca havia ordenado ao procurador-geral que processasse seus oponentes políticos.
"O que aconteceu desde 20 de janeiro de 2025 faria até mesmo o presidente Nixon estremecer", destacou.
Bondi defendeu sua gestão à frente do departamento e afirmou que seu gabinete trabalha para restaurar a confiança dos americanos no sistema judiciário, após o que descreveu como manipulação política sob o mandato de Biden.
"Estamos retornando à nossa missão principal: combater o crime real", declarou.
Durante a campanha eleitoral de 2024, enquanto estava envolvida em vários processos judiciais, Trump alertou repetidamente que, caso retornasse à Casa Branca, perseguiria seus inimigos políticos.
Em uma publicação recente em sua plataforma Truth Social, pareceu repreender Bondi ao se referir a alguém chamado "Pam" pela falta de ação.
Embora estas audiências no Congresso americano sejam tradicionalmente uma oportunidade para presenciar declarações impactantes dos líderes políticos que participam delas, o discurso de Bondi atingiu um nível de virulência e ira pouco visto.
G.P.Martin--AT