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Keiko Fujimori agradece apoio de eleitores e admite divisão no Peru
A candidata da direita à Presidência do Peru, Keiko Fujimori, agradeceu, nesta quarta-feira (24), o apoio dos eleitores que a situam como virtual presidente eleita, após consolidar uma vantagem irreversível sobre o esquerdista Roberto Sánchez na apuração do segundo turno, em 7 de junho.
A filha do ex-presidente Alberto Fujimori aparecia como a vencedora das eleições ao final de um das votações mais acirradas da história recente da América Latina, uma vitória que seu adversário se mostra relutante em aceitar, alegando suposta fraude, embora não tenha apresentado provas.
Com 99,87% das atas apuradas, a candidata reunia 50,120% dos votos frente a 49,880% para Sánchez, segundo dados do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), publicados em sua página na internet.
"Frente a estes resultados, o primeiro que quero é agradecer ao povo peruano", disse Keiko Fujimori em uma coletiva de imprensa.
A candidata direitista abriu uma vantagem de pouco mais de 44.000 votos, com mais de 19 milhões de votos apurados. A diferença entre ambos não pode mais ser revertida, pois restam apenas 36.300 votos correspondentes a 121 atas eleitorais.
"Esta eleição foi vencida pelos cidadãos (...) A espera foi longa, ainda faltam algumas atas a contabilizar", mas os números mostram "um resultado que seria irreversível", acrescentou.
Fujimori admitiu que o Peru "ficou fragmentado" pela polarização que a campanha deixou e a estreita margem que a separou do adversário.
Sánchez, herdeiro político do ex-presidente Pedro Castillo, preso após um autogolpe de Estado frustrado em 2022, assegurou à imprensa, na terça-feira, que houve "uma grave afetação do processo eleitoral", especificamente durante a votação no exterior.
O vencedor destas eleições substituirá, em 28 de julho, o presidente interino José María Balcázar para exercer um mandato de cinco anos.
N.Walker--AT