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Trump comparece a uma incomum reunião de comandantes militares
O presidente Donald Trump pretende participar nesta terça-feira (30) de uma reunião que contará com a presença de centenas de generais e almirantes americanos convocados de maneira incomum para uma base militar na região de Washington.
Nenhum comando explicou o objetivo da reunião militar, que acontece em um momento de recuperação do controle político sobre o Exército dos Estados Unidos, além da mobilização de tropas em cidades americanas e a punição a comandantes de alto escalão.
A iniciativa foi organizada pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, que fará um discurso no evento. Trump expressou satisfação com a reunião.
"Eu amo isso. Quero dizer, acho que é incrível", declarou Trump na quinta-feira da semana passada ao secretário de Defesa. "Deixe ele ser amigável com os generais e almirantes de todo o mundo", acrescentou.
O presidente republicano também visitará a base militar de Quantico (Virgínia) e fará um discurso, segundo a agenda oficial do governo.
O vice-presidente americano, JD Vance, tentou minimizar a importância da reunião. Em uma conversa com jornalistas, ele afirmou que "não é de forma alguma incomum" e que é "estranho" que a imprensa faça tanto barulho sobre a questão.
Sean Parnell, porta-voz do Ministério da Defesa, afirmou em um comunicado que Hegseth "fará um discurso diante dos comandantes militares", sem revelar mais detalhes.
A natureza desta reunião e a falta de uma razão oficial suscitaram várias hipóteses sobre seu objetivo e a possibilidade de um anúncio importante em relação ao Pentágono.
- Grandes mudanças -
O Pentágono, habitualmente protegido de intervenções políticas diretas, foi particularmente impactado pela chegada de Trump à Casa Branca em janeiro.
A presença de soldados nas ruas de várias cidades americanas, algo muito raro nos Estados Unidos, foi duramente criticada pela oposição democrata.
Os ataques letais efetuados no Caribe contra barcos que supostamente transportavam drogas foram criticados no exterior.
Com a chegada do republicano à Casa Branca, o Pentágono também foi abalado e renomeado como Departamento de Guerra.
Em maio, Hegseth ordenou cortes significativos no número de comandantes de alto escalão no Exército americano, incluindo um corte de pelo menos 20% no número de generais e almirantes de quatro estrelas em serviço.
Além disso, vários comandantes do Exército foram pressionados a deixar seus cargos desde o retorno de Trump ao poder.
O presidente demitiu em fevereiro, sem apresentar explicações, o comandante do Estado-Maior Charles Brown.
Também foram demitidos a comandante da Marinha americana, membros da Guarda Costeira, o vice-comandante do Estado-Maior da Força Aérea e vários advogados militares de alto escalão.
N.Walker--AT