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Tony Blair pode liderar futura autoridade de transição em Gaza
O ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair pode desempenhar um papel importante em uma futura autoridade de transição em Gaza, estabelecida no âmbito do plano de paz dos Estados Unidos, informaram vários veículos de comunicação britânicos nesta sexta-feira (26).
O ex-líder trabalhista, que governou o Reino Unido entre 1997 e 2007, participou de conversas com o governo Trump e outros representantes sobre o futuro do território palestino após a guerra.
A BBC e a revista The Economist indicaram que Blair pode liderar essa futura autoridade com o apoio da ONU e de países do Golfo. O Financial Times afirmou que o ex-líder, mediador para a paz no Oriente Médio entre 2007 e 2015, teria solicitado fazer parte do conselho de supervisão.
A fundação de Tony Blair, o Tony Blair Institute for Global Change, não quis comentar essas reportagens à AFP.
Uma fonte próxima ao ex-primeiro-ministro confirmou que ele está trabalhando em um projeto para acabar com o conflito e esclareceu que o ex-líder não apoiaria qualquer proposta destinada a deslocar permanentemente os habitantes de Gaza.
Além disso, qualquer transição de governo deveria transferir o poder para a Autoridade Palestina, com sede em Ramallah, Cisjordânia, segundo a fonte.
De acordo com The Economist, esse órgão, denominado "Autoridade Internacional de Transição em Gaza", solicitará um mandato da ONU para ser reconhecido como "a autoridade política e jurídica suprema" durante cinco anos, antes de transferir o controle para os palestinos.
Em um primeiro momento, estaria sediado no Egito, antes de se mudar para a Faixa de Gaza quando as condições de segurança permitirem, segundo a BBC.
Yosi Cohen, ex-chefe do Mossad, declarou nesta sexta-feira à rádio da BBC que "adora" a ideia, qualificando Tony Blair como uma "pessoa formidável".
P.A.Mendoza--AT