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Na ONU, Macron alerta 'risco de que se imponha lei do mais forte'
O presidente francês, Emmanuel Macron, alertou nesta terça-feira (23), diante da Assembleia Geral da ONU, sobre "o risco de que se imponha a lei do mais forte", assim como "o egoísmo de alguns".
Macron, que falou após o discurso incendiário do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu um "multilateralismo eficaz".
"A complexidade do mundo não é uma razão para abandonar nossos princípios e nossas ambições. Vivemos em um momento paradoxal no qual precisamos mais do que nunca restaurar o espírito de cooperação que prevaleceu há 80 anos", quando nasceu a ONU, disse.
O presidente francês também destacou que os "críticos mais duros" da ONU são também "aqueles que querem mudar as regras do jogo" e que estão "mais interessados em dividir o mundo do que em alcançar os compromissos necessários para o bem comum".
Ele também justificou sua ação diplomática em favor da Ucrânia e o reconhecimento de um Estado da Palestina, que anunciou na segunda-feira do mesmo púlpito em Nova York.
O chefe do Eliseu, além disso, elogiou a aparente mudança de postura de Trump, que nesta terça-feira declarou que Kiev poderia "recuperar seu território em sua forma original e até ir mais além" diante da Rússia.
"Fico feliz em ver que o presidente dos Estados Unidos acredita na capacidade da Ucrânia não apenas de resistir, mas de fazer valer seus direitos", ressaltou.
A.Moore--AT