-
Atleta ucraniano é desclassificado dos Jogos Olímpicos por capacete com homenagem a mortos na guerra
-
Presidente israelense diz que antissemitismo na Austrália é 'assustador'
-
Líder norte-coreano consolida a filha como possível herdeira, afirma Seul
-
Reforma trabalhista de Milei avança no Senado em meio a protestos
-
Trump ordena que Pentágono compre eletricidade de centrais de carvão
-
Presidente de Taiwan adverte que ambições da China 'não vão parar' em caso de anexação da ilha
-
Diretor do Instagram rejeita noção de 'dependência clínica' das redes sociais
-
De Maduro a presos políticos: procurador aposta em 'pacificação real' da Venezuela com anistia
-
Nottingham Forest demite técnico Sean Dyche
-
Visita de secretário de Trump à Venezuela antecipa fim de embargo petrolífero
-
EUA começará 'em algumas semanas' a pagar os bilhões que deve à ONU
-
Policiais rebelados suspendem protesto em cidade argentina
-
Venezuela pós-Maduro expulsa guerrilhas para Colômbia, diz ministro colombiano à AFP
-
Polícia identifica jovem de 18 anos como autora de massacre no Canadá
-
Real Sociedad vence Athletic Bilbao (1-0) e abre vantagem na semifinal da Copa do Rei
-
Messi sofre lesão muscular e Inter Miami adia amistoso em Porto Rico
-
Visita de secretário de Trump à Venezuela abre agenda de longo prazo com foco no petróleo
-
Bayern elimina Leipzig (2-0) e vai às semifinais da Copa da Alemanha
-
Manchester City vence Fulham (3-0) e coloca pressão sobre líder Arsenal
-
Trump se reúne com Netanyahu e insiste em continuar diálogo com Irã
-
Brasileiros ficam fora da final do snowboard halfpipe nos Jogos de Inverno
-
Protesto contra reforma trabalhista na Argentina deriva em confrontos em Buenos Aires
-
Citado no caso Epstein, presidente do comitê dos Jogos de Los Angeles 2028 seguirá no cargo
-
Inglaterra escolhe Kansas City como base para Copa do Mundo e disputará amistoso contra Costa Rica
-
Equador disputará amistosos contra Marrocos e Países Baixos antes da Copa do Mundo de 2026
-
James Van Der Beek, estrela de 'Dawson's Creek,' morre aos 48 anos
-
Diretor do Instagram rejeita noção de 'dependência clínica' às redes sociais
-
Candidato da oposição da Colômbia promete bombardear acampamentos do narcotráfico com apoio dos EUA
-
Gisèle Pelicot revela dor e resiliência em seu livro de memórias
-
Swiatek avança às quartas do WTA 1000 de Doha; Andreeva é eliminada
-
Jutta Leerdam, a 'diva' que quebra os protocolos da patinação de velocidade
-
Lindsey Vonn passa por terceira cirurgia após queda nos Jogos de Inverno
-
Norris dita ritmo dos testes no Bahrein; Hamilton pede igualdade na F1
-
Democratas acusam procuradora-geral dos EUA de 'encobrir' arquivos Epstein
-
Rebelião policial na Argentina entre sirenes e reivindicações salariais
-
Polícia e Procuradoria britânicas 'em contato' após documentos comprometedores para Andrew
-
Secretário de Energia dos EUA se reúne com presidente interina na Venezuela
-
Tribunal francês se pronunciará em 7 de julho sobre caso de Marine Le Pen
-
Canadá de luto por massacre em escola e residência que deixou 9 mortos
-
Tottenham demite Thomas Frank após derrota que o aproxima da zona de rebaixamento
-
Netanyahu chega à Casa Branca para pedir a Trump mais pressão sobre o Irã
-
Shakira fará megashow gratuito na praia de Copacabana em 2 de maio
-
Alegando fadiga, Djokovic desiste do ATP 500 de Doha
-
Real Madrid chega a acordo com Uefa para encerrar projeto da Superliga
-
EUA diz que neutralizou drones de narcotraficantes mexicanos após fechar aeroporto de El Paso
-
Congresso argentino debate controversa reforma trabalhista
-
Primeiro-ministro britânico está envolvido em nova polêmica por uma nomeação
-
Técnico do Barça confirma ausência de Raphinha contra o Atlético na Copa do Rei
-
Agricultores espanhóis protestam em Madri contra acordo UE-Mercosul
-
Obstáculos para realizar eleições em tempos de guerra na Ucrânia
Macron e o Estado da Palestina, um legado diplomático repleto de obstáculos
O presidente francês, Emmanuel Macron, passou de expressar um forte apoio a Israel após os ataques de outubro de 2023 a reconhecer o Estado da Palestina, uma virada diplomática que enfureceu o governo israelense e parte da França.
Macron, cujo segundo mandato termina em 2027, planeja oficializar nesta segunda-feira (22) em Nova York que a França reconhece um Estado palestino, "um dos legados diplomáticos de sua presidência", de acordo com um de seus aliados.
"Isso pode se tornar um êxito para a França", na linha do "não" francês à intervenção americana no Iraque em 2003, de acordo com o ex-embaixador Michel Duclos, especialista do think-tank liberal Instituto Montaigne.
Mas o reconhecimento francês e seus esforços para influenciar outros países a fazer o mesmo não eram evidentes nos dias posteriores ao ataque do movimento islamista palestino Hamas contra Israel, em 7 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra em Gaza.
Emmanuel Macron imediatamente deu um apoio muito firme aos israelenses. "Israel tem o direito de se defender eliminando os grupos terroristas", declarou enfaticamente em 12 de outubro.
Embora também tenha destacado a necessidade de preservar os civis e apontado que uma paz duradoura implicaria "um Estado para os palestinos", parte da opinião pública criticou o tom adotado, mais pró-Israel.
Mas quando o governo israelense de Benjamin Netanyahu intensificou sua ofensiva na Faixa de Gaza, Macron rapidamente fez um apelo ao "cessar-fogo", e passou a condenar mais as operações israelenses.
No início de 2024, alertou que "o reconhecimento de um Estado palestino não é um tabu para a França". Porém, por muitos meses, as palavras não foram seguidas de ações, até que em abril encontrou palestinos feridos durante uma viagem ao Egito.
- Perda de confiança -
Para Macron, o reconhecimento é então uma ferramenta diplomática "para pressionar Netanyahu", segundo um aliado. Seu círculo começou a temer que ele fosse acusado de permanecer passivo diante da tragédia em Gaza, acrescenta outro amigo do presidente.
Paris sempre defendeu que esse gesto deveria ter um "impacto", como a libertação dos últimos reféns do Hamas, para não se limitar a um símbolo. No entanto, rapidamente entendeu que, dada a situação no terreno, a decisão podia ser bloqueada se fosse condicionada a ações concretas.
Embora o passo não seja dado sozinho, já que Reino Unido, Canadá, Austrália, Portugal e outros países se juntaram à nova onda de reconhecimentos do Estado da Palestina, o impacto será limitado sem os Estados Unidos de Donald Trump, apoiador incondicional de Israel.
O reconhecimento "só atingirá sua plena realização se conseguir envolver Trump", explica Duclos. "Também é do interesse dele, pois permitiria impulsionar os acordos de Abraão" de normalização entre os países árabes e Israel, acrescenta.
O gesto da França esfriará ainda mais as relações com Israel, que já anunciou represálias às quais Paris pretende responder, correndo o risco de piorar também a situação dos palestinos.
Em agosto, Netanyahu acusou Macron de "alimentar o fogo antissemita". "O reconhecimento de um Estado palestino é a melhor forma de isolar o Hamas", que não quer uma solução de dois Estados, defendeu o francês em uma entrevista a um canal de TV israelense.
A comunidade judaica da França, a maior da Europa, também não concorda com a decisão de Macron, que em setembro de 2018 se tornou o primeiro presidente francês a participar do Ano Novo judaico na Grande Sinagoga de Paris.
"Atualmente desconfiamos totalmente do presidente, que deveria ser quem garante nossa segurança", afirmou Marc Sindres, de 77 anos.
E.Hall--AT