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Putin sugeriu Moscou para reunião com Zelensky, mas ucraniano recusou
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, propôs realizar em Moscou uma reunião bilateral com seu homólogo ucraniano, Volodimir Zelensky, durante um telefonema com o chefe de Estado americano, Donald Trump, na segunda-feira (18), informaram à AFP fontes próximas às negociações.
A conversa entre Trump e Putin ocorreu durante os diálogos de alto nível, em Washington, entre o americano, Zelensky e alguns líderes europeus que apoiam a Ucrânia em sua luta contra a invasão russa ao seu território, lançada em fevereiro de 2022.
"Putin mencionou Moscou" durante o telefonema na segunda-feira, afirmou uma fonte à AFP. O presidente ucraniano, que estava na Casa Branca com líderes europeus no momento da ligação, "respondeu que não", acrescentou.
Uma fonte diplomática próxima dos diálogos disse que líderes europeus haviam dito a Trump que a sugestão de Putin "não parecia uma boa ideia".
Após a reunião de cúpula realizada na segunda-feira na Casa Branca entre os líderes alemão, francês, finlandês, italiana e do Reino Unido, Trump disse que o passo seguinte para deter a guerra seria um encontro cara a cara entre Putin e Zelensky.
Nas últimas semanas, o líder ucraniano tem dito reiteradamente que está pronto para conversar com Putin para pôr fim à invasão ao seu país, que já custou dezenas de milhares de vidas e forçou milhões a se deslocarem.
Durante o telefonema de segunda-feira, Putin disse a Trump que estava aberto à "ideia" de diálogos diretos com a Ucrânia, informou o assessor do Kremlin Yuri Ushakov, citado pela imprensa estatal russa.
Nesta terça (19), o ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, disse que qualquer reunião entre os presidentes da Rússia e da Ucrânia precisaria ser preparada "muito cuidadosamente".
Enquanto isso, a Suíça informou mais cedo que garantiria a imunidade de Putin se ele fosse ao país para diálogos de paz sobre a Ucrânia, apesar da ordem de prisão contra ele emitida pelo Tribunal Penal Internacional (TPI).
Trump se reuniu com Putin na semana passada no estado americano do Alasca (norte), encerrando uma política de anos de isolamento de Putin praticada pelo Ocidente.
O líder americano deixou o encontro sem quaisquer garantias de paz do presidente russo.
O.Ortiz--AT