-
Desabamento de hospital obriga famílias a levarem corpos para necrotério na Venezuela
-
Chapare, a terra da coca que desafia o governo da Bolívia
-
Milhões de pessoas enfrentam mais de 35°C na Europa neste sábado
-
Indignação na Venezuela por lentidão do governo no resgate dos sobreviventes
-
Austrália dobrará multas por violação da proibição de redes sociais a menores de 16 anos
-
Irã acusa EUA de 'violar' acordo e ambos trocam ataques
-
Washington reautoriza IA mais poderosa da Anthropic, mas apenas para alguns parceiros nos EUA
-
Morre o piloto que colidiu seu avião contra arranha-céu em Pequim
-
Trump apresenta o novo passaporte dos EUA... com sua foto
-
Irã empata com o já classificado Egito (1-1) e precisa aguardar; Senegal avança aos 16-avos
-
Bélgica goleia Nova Zelândia (5-1) e avança aos 16-avos da Copa em 1º do Grupo G
-
Espanha vence (1-0), passa em primeiro do grupo e elimina Uruguai da Copa
-
EUA e Irã trocam ataques após ação contra navio em Ormuz
-
Cabo Verde empata (0-0) com Arábia Saudita e vai enfrentar Argentina nos 16-avos da Copa
-
Muslera decidiu não jogar 2º tempo após falha que eliminou Uruguai da Copa, diz Bielsa
-
Inglaterra, Portugal, Gana, Egito e Paraguai se garantem nos 16-avos da Copa
-
Duplo terremoto deixa quase mil mortos e mais de 50 mil desaparecidos na Venezuela
-
Já classificada, Argentina poupará Messi contra a Jordânia
-
Hervé Renard diz que está 'livre para escolher' próximo projeto após fracasso da Tunísia na Copa
-
Técnico da Jordânia diz que não teme Argentina de Messi: 'Estamos muito motivados'
-
Gonçalo Ramos, da seleção portuguesa, deve deixar PSG para jogar no Milan
-
Messi começará no banco contra a Jordânia, confirma Scaloni
-
Técnico da Áustria descarta conspiração antes da partida contra a Argélia
-
Crimeia declara 'emergência' em meio a ataques da Ucrânia
-
Técnico de Gana critica VAR por pênalti não marcado contra Inglaterra
-
Técnico da Colômbia quer que sua equipe mantenha essência contra um Portugal 'muito forte'
-
Guy Stéphan dedica vitória da França a Deschamps: 'Estamos ansiosos para vê-lo'
-
Vini Jr. vive 'fase incrível', diz Rayan antes de jogo contra o Japão
-
OpenAI lança modelo de IA apenas nos EUA, a pedido de Trump
-
Senegal de Mané entra na lista de espera para os 16-avos da Copa
-
França goleia Noruega (4-1) e avança como líder do Grupo I da Copa
-
Para economista-chefe do FMI, globalização não acabou, apenas se 'transformou'
-
Peru vai anunciar resultado do segundo turno em 3 de julho
-
Técnico de Portugal elogia Colômbia, que jogará 'em casa' em Miami
-
Antonelli e Mercedes dominam treinos livres do GP da Áustria de F1
-
Jogos da Copa têm minuto de silêncio em homenagem às vítimas dos terremotos na Venezuela
-
Croácia precisa da vitória contra Gana; Inglaterra busca certezas
-
Quase mil mortos e mais de 50 mil desaparecidos após terremoto duplo na Venezuela
-
Com ou sem Messi? A incógnita argentina na última partida contra a Jordânia
-
Avião de pequeno porte parece ter se chocado contra arranha-céu em Pequim
-
Mais de 50 mil desaparecidos sob os escombros do terremoto duplo na Venezuela
-
Ronaldo vs James: os velhos amigos em Madri que se enfrentam na Copa do Mundo
-
EUA chega aos 250 anos como um país mais próspero e diverso, porém mais dividido
-
Ao menos 17 países enviam equipes de resgate à Venezuela após terremotos
-
Como os smartphones de alguns venezuelanos alertaram sobre o terremoto
-
Wawrinka anuncia despedida em dezembro com Federer, Murray e Monfils
-
Parcerias em evolução, o motor que impulsiona o Brasil na Copa do Mundo
-
Dupla batalha dos militares LGBTQIA+ na Ucrânia: contra a Rússia e pela igualdade
Agências da ONU pedem que Gaza seja 'inundada' com ajuda alimentar para aliviar a fome
As agências da ONU pediram, nesta terça-feira (29), que a Faixa de Gaza seja “inundada” com ajuda alimentar. Ameaçado pela fome, o território palestino já tem mais de 60 mil mortos pela guerra com Israel, segundo o Ministério da Saúde do governo do Hamas.
Israel anunciou cessar-fogos parciais durante o dia e autorizou a entrada de caminhões com ajuda, mas as organizações internacionais consideram que essas permissões são insuficientes frente às necessidades da população, que ficou submetida a um bloqueio por quase dois meses.
"Precisamos inundar Gaza com ajuda alimentar em larga escala, de forma imediata e sem obstáculos, e assim continuar todos os dias para evitar a fome em massa", afirmou a diretora do Programa Mundial de Alimentos (PMA), Cindy McCain, em uma declaração conjunta com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e a Organização para Alimentação e Agricultura (FAO).
Apesar da pausa nos combates, a Defesa Civil relatou nesta terça-feira 30 mortes, incluindo 12 crianças, em bombardeios israelenses durante a noite no campo de refugiados de Nuseirat, no centro de Gaza.
"Não ouvimos o barulho do míssil e, de repente, a casa desabou. Os corpos voavam e as pessoas gritavam", contou entre os escombros a palestina Um Saleh Badr. "Não queremos ajuda, queremos estar em paz. Não quero ser a mãe, a irmã ou a esposa de um mártir."
A Classificação Integrada de Segurança Alimentar (IPC) - uma autoridade neste assunto que conta com o apoio da ONU e várias organizações humanitárias - afirmou que a crise neste território de 365 km², onde vivem cerca de dois milhões de palestinos, atingiu "um ponto alarmante e mortal".
- 16 crianças mortas -
"Mais de 20 mil crianças foram atendidas por desnutrição aguda entre abril e meados de julho" e os hospitais relataram pelo menos 16 mortes de crianças menores de cinco anos desde 17 de julho, acrescenta o relatório deste organismo.
O Programa Mundial de Alimentos da ONU afirmou nesta terça-feira que a crise em Gaza lembra as fomes vistas na Etiópia e em Biafra, Nigéria, no século XX, e "não se parece com nada que tenhamos visto neste século".
O gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, acusou o movimento islamista palestino Hamas de falsificar os balanços e saquear a ajuda alimentar.
"Já permitimos que entrem em Gaza diariamente significativas quantidades de ajuda humanitária [...]. Infelizmente, o Hamas [...] roubou a ajuda destinada à população, muitas vezes disparando contra palestinos", declarou.
Por outro lado, o relatório da IPC assegurou que o lançamento aéreo de alimentos recentemente autorizado por Israel "não será suficiente para reverter a catástrofe humanitária".
O Reino Unido realizou nesta terça-feira seus primeiros lançamentos de ajuda "no valor de cerca de meio milhão de libras" (3,72 milhões de reais, na cotação atual).
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, disse que seu país reconhecerá o Estado da Palestina em setembro, a menos que Israel adote diversas "medidas substanciais" em Gaza, incluindo o acordo de um cessar-fogo.
Alemanha, França e Reino Unido podem enviar na próxima semana seus ministros das Relações Exteriores a Israel, segundo o chefe de Governo alemão, Friedrich Merz.
"Partimos do princípio de que o governo israelense está totalmente disposto a reconhecer que agora é hora de agir", afirmou o chanceler.
Enquanto isso, Israel disse que na segunda-feira mais de 200 caminhões de ajuda foram distribuídos pela ONU e por agências humanitárias.
Além disso, outros 260 caminhões foram autorizados a cruzar para Gaza, quatro tanques da ONU levaram combustível e 20 paletes de ajuda foram lançados de aviões jordanianos e emiradenses, segundo a mesma fonte.
- Mais de 60 mil mortos -
Israel, que controla todos os acessos a Gaza, impôs no início de março um bloqueio total à entrada de ajuda humanitária, que só foi suspenso quase dois meses depois.
Diante da forte pressão internacional, no domingo anunciou uma pausa nas hostilidades durante o dia e em algumas zonas, com fins humanitários, sem especificar sua duração.
A guerra em Gaza foi desencadeada pelo ataque do Hamas em Israel em 7 de outubro de 2023, que causou do lado israelense a morte de 1.219 pessoas, a maioria civis, segundo um levantamento baseado em dados oficiais.
Em resposta, Israel lançou uma ofensiva que deixou mais de 60 mil mortos na Faixa, a maioria civis, de acordo com dados do Ministério da Saúde do território, considerados confiáveis pela ONU.
O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, rejeitou a pressão internacional por um cessar-fogo, classificando-a como uma "campanha distorcida".
A.Clark--AT