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Defesa Civil de Gaza relata 15 mortes em ataques israelenses
A agência governamental de Defesa Civil de Gaza informou que 15 pessoas morreram nesta terça-feira (22) em ataques do Exército israelense, que na segunda-feira expandiu as operações na cidade de Deir el Balah, no centro do território palestino.
O porta-voz da agência disse à AFP que bombardeios no campo de Al Shati, oeste da Cidade de Gaza, mataram 13 pessoas e feriram mais de 50.
A maioria da população de Gaza foi deslocada pelo menos uma vez de suas casas durante os 21 meses de conflito. O campo de Al Shati, na costa mediterrânea, abriga milhares de pessoas procedentes do norte em barracas e abrigos improvisados.
Raed Bakr, um deslocado de 30 anos, que vive com seus três filhos, disse que ouviu "uma grande explosão" por volta de 1h40, que destruiu sua tenda.
"Me senti como se estivesse em um pesadelo. Fogo, poeira, fumaça e partes do corpo humano voando, tudo imundo. As crianças gritavam", declarou Bakr à AFP, viúvo desde o ano passado.
Como não há carros circulando devido à escassez de combustível, os moradores do campo carregavam os feridos a pé.
Muhannad Thabet, 33 anos, também refugiado no campo, descreveu a cena como "uma noite de terror com os ataques aéreos incessantes e explosões".
Ele contou que carregou uma criança de seis anos até o hospital de Shifa, que estava lotado com feridos.
O porta-voz da Defesa Civil disse que duas pessoas morreram em Deir al Balah, onde o Exército israelense emitiu ordens de evacuação porque pretendia expandir as operações terrestres.
O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) calcula que entre 50.000 e 80.000 pessoas viviam na região, até então considerada relativamente segura.
Imagens de vídeo da AFP gravadas no centro de Gaza mostravam nesta terça-feira uma grande coluna de fumaça sobre a cidade.
O OCHA aponta que quase 88% da superfície do pequeno território enfrenta ordens de evacuação ou dentro das zonas militarizadas de Israel, o que confina os 2,4 milhões de habitantes de Gaza a um espaço cada vez menor.
A.Ruiz--AT