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Governo do Panamá suspende as liberdades de reunião e manifestações em uma província devido a protestos
O presidente do Panamá, José Raúl Mulino, suspendeu nesta sexta-feira (20) as liberdades de reunião e movimento na província caribenha de Bocas del Toro, onde grupos de manifestantes protagonizaram violentos distúrbios, saques a comércios, danos a um aeroporto e bloqueios de estradas.
A norma também suspende temporariamente as garantias que impedem a violação de domicílio e a interceptação de comunicações pessoais, entre outras.
Os protestos antigovernamentais, iniciados há quase dois meses e que se intensificaram na quinta-feira, resultaram em uma morte, mais de 50 detenções e pelo menos 30 feridos, incluindo vários policiais, segundo dados oficiais.
O governo "decidiu declarar o estado de emergência e suspender as garantias constitucionais em todo o território da província de Bocas del Toro por cinco dias, a fim de restabelecer a paz e a ordem", anunciou o ministro da Presidência, Juan Carlos Orillac, em coletiva de imprensa. De acordo com a Constituição panamenha, o governo pode decretar essa medida "em caso de guerra externa ou distúrbio interno que ameace a paz e a ordem pública".
Os protestos são motivados por uma reforma das pensões, a assinatura de um acordo com Washington que permite o deslocamento de tropas americanas no país e a possível reabertura de uma mina de cobre a céu aberto de capital canadense.
Na quinta-feira, na localidade de Changuinola, em Bocas del Toro, grupos mascarados saquearam comércios e incendiaram parcialmente um estádio de beisebol com policiais dentro, segundo as autoridades. A polícia lançou gás lacrimogêneo contra os manifestantes, que responderam jogando objetos contundentes e coquetéis molotov.
Ch.Campbell--AT