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Ataques russos deixam 14 mortos em Kiev
Ao menos 14 pessoas, incluindo um cidadão americano, morreram nesta terça-feira (17) em bombardeios russos contra Kiev que o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, classificou como "um dos ataques mais horríveis" contra a capital.
Segundo Zelensky, "uma área inteira de um prédio de apartamentos" foi destruída e as equipes de emergência procuravam sobreviventes entre os escombros.
Dezenas de moradores de Kiev se refugiaram em uma estação de metrô, alguns deles com seus animais de estimação.
Os ataques russos atingiram "27 pontos em diversos distritos da capital", afirmou o ministro ucraniano do Interior, Igor Klimenko.
"Kiev enfrentou um dos ataques mais horríveis", escreveu Zelensky no Facebook. "Neste momento, em Kiev, há esforços em andamento para resgatar pessoas debaixo dos escombros de um edifício residencial comum", acrescentou.
O presidente ucraniano exortou a comunidade internacional a "não fechar os olhos" diante das ações de Moscou.
O presidente russo Vladimir "Putin faz isso apenas porque pode continuar com a guerra. Ele quer que a guerra prossiga", afirmou Zelensky.
O chefe de gabinete da presidência ucraniana, Andrii Yermak, escreveu nas redes sociais que "é assim que a Rússia combate, mata civis deliberadamente em casas normais e comuns".
O ministro Klimenko escreveu no Telegram que "o número de mortos subiu para 14" em Kiev, onde 44 pessoas ficaram feridas.
Ele acrescentou que o ataque atingiu "prédios residenciais, instituições de ensino e instalações de infraestrutura crítica".
O comandante da administração militar da capital, Timur Tkachenko, explicou que "um ataque combinado de mísseis e drones russos provocou incêndios em várias áreas da capital".
- Diálogo estagnado -
Nas primeiras horas da terça-feira, o prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, anunciou a morte de um americano de 62 anos nos ataques contra o distrito de Solomianski.
Em Odessa, cidade portuária no sul da Ucrânia, o governador regional, Oleg Kiper, relatou que pelo menos 13 pessoas foram hospitalizadas devido aos ataques.
"Algumas pessoas podem estar presas nos escombros", acrescentou.
A Rússia prossegue com os ataques contra a Ucrânia, apesar dos esforços dos Estados Unidos para negociar um cessar-fogo após mais de três anos de conflito.
As negociações de paz entre Moscou e Kiev estão estagnadas, com as duas partes inflexíveis em suas posições.
Moscou rejeitou a trégua "incondicional" exigida pela Ucrânia e seus aliados europeus. Kiev descartou as demandas de Moscou, que chamou de "ultimatos".
As autoridades russas anunciaram restrições temporárias de voo sobre os quatro aeroportos de Moscou.
Zelensky disse na segunda-feira que esperava conversar com seu homólogo americano, Donald Trump, sobre a compra de equipamentos militares por parte da Ucrânia, à margem da reunião de cúpula do G7 no Canadá.
O encontro não ocorreu porque Trump encurtou sua visita ao Canadá após a assinatura de uma declaração conjunta do G7.
H.Thompson--AT