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Noboa promete 'salvar' Equador das 'máfias' ao tomar posse do 2º mandato
O presidente do Equador, Daniel Noboa, tomou posse neste sábado (24) para seu segundo mandato com a promessa de "salvar" das "máfias" o país sul-americano, abalado pela violência dos narcotraficantes aliados a organizações criminosas estrangeiras.
"Este é um confronto direto com estruturas criminosas organizadas", disse o dirigente de 37 anos após fazer seu juramento em Quito, diante da Assembleia Nacional. Noboa garantiu que "não haverá trégua contra o crime".
O dirigente foi reeleito em abril, ao derrotar a candidata de esquerda Luisa González no segundo turno do pleito presidencial, e exercerá um mandato de quatro anos, até 2029.
A oposição, liderada pelo ex-presidente no exílio Rafael Correa, continua denunciando que houve fraude nas eleições e esteve ausente neste sábado da cerimônia de posse.
As acusações de fraude, no entanto, foram desestimadas por observadores eleitorais internacionais à época do pleito.
Noboa é um rico empresário e chegou à presidência do Equador pela primeira vez em 2023, após eleições antecipadas, em plena onda de violência sem precedentes atribuída ao narcotráfico.
Os grupos criminosos dedicados ao tráfico de cocaína desafiaram o Estado e posicionaram esta nação de 18 milhões de habitantes como o país com os piores índices de homicídio da América Latina, segundo o centro de estudos Insight Crime.
Em seu primeiro ano de mandato, os homicídios caíram, o que ele atribuiu à sua política de linha-dura contra o crime e à declaração oficial da existência de um conflito armado interno, o que autoriza o presidente a colocar as Forças Armadas nas ruas e presídios.
Noboa usou esses números como bandeira de campanha. Sua juventude e a rejeição de boa parte do eleitorado a Correa o conduziram à reeleição, segundo analistas.
Não obstante, entre janeiro e abril de 2025, o Equador registrou 3.084 homicídios, o que torna este início de ano o mais violento desde que se tem registro.
"Sei que meu dever não é me afastar de um conflito porque ele nunca foi resolvido antes. Não se trata de olhar para o outro lado para me poupar do desgaste de lutar contra criminosos que acreditam ser os donos do país há anos", ressaltou.
Estiveram presentes na cerimônia outros líderes da região, como os presidentes de Colômbia e Peru, Gustavo Petro e Dina Boluarte, respectivamente; o secretário de Saúde dos Estados Unidos, Robert F. Kennedy Jr., representando o presidente Donald Trump, e os chanceleres de Brasil, Bolívia e Costa Rica.
Noboa buscou ampliar suas alianças com os Estados Unidos no combate ao crime, anunciou que permitiria a entrada de forças estrangeiras e afirmou recentemente que Israel quer "ajudar" o Equador com inteligência.
N.Walker--AT