-
Princesa Kate completa desafio das três montanhas em apoio à associação de combate ao câncer
-
Austrália anuncia amistosos contra o Brasil em setembro
-
Ataques aéreos do Paquistão provocam dezenas de mortes no leste do Afeganistão
-
Coreia do Sul vai investir US$ 1,2 trilhão em chips e centros de dados de IA
-
Sobrevivente de ataque na Austrália diz que é vítima de imagens distorcidas por IA
-
EUA e Irã interrompem hostilidades e devem prosseguir com as negociações
-
Brasil precisa de 'mente e coração' para jogar 'final' contra o Japão, diz Ancelotti
-
Eliminada na fase de grupos da Copa, seleção do Irã embarcará de Tijuana na 2ªfeira
-
Paraguai desafia Alemanha por uma vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo
-
Canadá vence África do Sul (1-0) e vai às oitavas de final da Copa
-
Países Baixos e Marrocos fazem duelo de amizades perigosas por vaga nas oitavas da Copa
-
Roubos e saques em área devastada da Venezuela, a outra face da tragédia
-
Após passar por cirurgia, Parreira apresenta quadro 'estável'
-
Presidente da confederação africana comemora sucesso do continente na Copa
-
Uruguai e Manchester United confirmam lesão de ligamento do volante Manuel Ugarte
-
'Mesmo não sendo favoritos, acreditamos em nós', diz sueco Gyökeres antes de duelo com a França
-
Federação uruguaia confirma lesão de ligamento do volante Manuel Ugarte
-
Técnico da Coreia do Sul pede demissão após eliminação na Copa do Mundo
-
Irã adverte navios para que não se desviem da rota demarcada em Ormuz
-
Japão pode 'surpreender o Brasil', avisa ex-técnico Philippe Troussier
-
Cinco coisas que marcaram a Semana de Moda Masculina em uma Paris escaldante
-
Brasil testa sua defesa contra o Japão no primeiro duelo de vida ou morte na Copa
-
George Russell vence GP da Áustria de F1
-
Europa registra mais de 1.300 mortes adicionais em meio à onda de calor, diz OMS
-
Terremotos na Venezuela deixam quase 1.500 mortos e milhares de desaparecidos
-
Últimos acontecimentos da onda de calor na Europa
-
Escritor francês encontra livro gerado por IA e assinado com seu nome
-
Irã ataca Kuwait e Bahrein após bombardeios dos EUA em seu território
Governo dos EUA proíbe Harvard de matricular estudantes estrangeiros
Em uma nova escalada da tensão com Harvard, o governo dos Estados Unidos proibiu nesta quinta-feira (22) a universidade de matricular estudantes estrangeiros.
Em carta dirigida ao presidente de Harvard, Alan Garber, a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, anunciou a "revogação com efeito imediato" da certificação do Programa de Estudantes e Visitantes de Intercâmbio (Sevis), que permite a estrangeiros estudar nos Estados Unidos.
A revogação vai impedir Harvard de matricular estrangeiros com visto de não imigrante F ou J para o ano letivo 2025-2026. No período atual, os estrangeiros representam 27,2% dos 30 mil alunos de Harvard, e a maioria deles tem um desses tipos de visto, segundo fontes da universidade.
A medida é anunciada uma semana antes da graduação de milhares de alunos da universidade. Noem acusa Harvard de não atender aos pedidos de informação feitos pelo seu departamento e de perpetuar "um ambiente de insegurança no campus, hostil aos estudantes judeus". Além disso, afirma que a universidade "promove simpatias pró-Hamas e emprega políticas racistas de diversidade, igualdade e inclusão".
"Que isto sirva de alerta para todas as universidades e instituições acadêmicas do país", publicou Noem no X, onde também acusou Harvard de coordenação "com o Partido Comunista da China em seu campus".
- Ilegal -
"A ação do governo é ilegal. Estamos totalmente comprometidos a manter a capacidade de Harvard de receber nossos estudantes e acadêmicos internacionais, que são procedentes de mais de 140 países e enriquecem a Universidade e esta nação de forma incomensurável", reagiu a instituição.
"Essa ação retaliatória ameaça prejudicar gravemente a comunidade de Harvard e o nosso país, e mina a nossa missão acadêmica e de pesquisa", ressaltou a universidade.
Líderes da seção de Harvard da Associação Americana de Professores Universitários chamaram a decisão do governo de "a mais recente de uma série de medidas abertamente autoritárias e retaliatórias contra a instituição de ensino superior mais antiga dos Estados Unidos".
Para a seção de Harvard da Associação Americana de Professores Universitários, a medida "amplia o ataque terrorista" do governo Trump contra os estudantes e acadêmicos estrangeiros nos Estados Unidos.
O governo Trump empreende uma luta total contra as universidades do país, as quais acusa de permitir antissemitismo no campus, após as manifestações palestinas do ano passado. Também busca acabar com os programas de diversidade, destinados a abordar a marginalização das minorias.
Diferentemente de outras universidades, que acataram a política do governo republicano para não afetar os subsídios que recebem, Harvard o processou há um mês, por tentativa de impor mudanças em seu currículo e em suas políticas de admissão e práticas de contratação.
- 'Privilégio, não um direito' -
"Ninguém sabe" como isso afetará os alunos estrangeiros já matriculados, disse à AFP a estudante americana Alice Goyer. "Todo mundo está entrando um pouco em pânico" com essa notícia, que motivou "mensagens de um monte de amigos estrangeiros", comentou.
"Definitivamente, isso vai mudar a percepção daqueles que poderiam pensar em estudar aqui. Os Estados Unidos estão se tornando um lugar menos atraente para o ensino superior", disse o estudante austríaco de Harvard Karl Molden, que se candidatou a uma vaga na Universidade de Oxford, no Reino Unido.
O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS, na sigla em inglês) inicialmente enviou uma carta para Harvard, em 16 de abril, exigindo que a universidade disponibilizasse informações sobre as atividades dos estudantes estrangeiros nos campi, incluindo a participação em protestos.
Segundo a publicação The Harvard Crimson, a universidade apresentou parcialmente os registros disciplinares dos estudantes estrangeiros solicitados por Washington.
Harvard é a instituição de ensino superior mais rica dos Estados Unidos. "Para as universidades, é um privilégio, não um direito, matricular estudantes estrangeiros e se beneficiar de seus pagamentos elevados de matrícula para ajudar a aumentar seus fundos bilionários", disse Noem.
A matrícula em Harvard custa US$ 59,3 mil (R$ 334 mil) e pode chegar a US$ 87 mil (R$ 490,5 mil) com alojamento.
Trump descreveu Harvard recentemente como uma "instituição de extrema esquerda e antissemita", um "desastre progressista" e uma "ameaça à democracia".
A.Ruiz--AT