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Defesa Civil de Gaza anuncia 50 mortes em bombardeios israelenses
A agência de Defesa Civil da Faixa de Gaza anunciou nesta sexta-feira (16) que 50 pessoas morreram em bombardeios israelenses nas últimas horas no norte do território sitiado.
"O número de mártires mortos em bombardeios israelenses direcionados contra residências civis no norte da Faixa de Gaza entre meia-noite e a madrugada aumentou para 50", declarou à AFP Mohammed al Mughayir, diretor do organismo de resgate.
Al Mughayir informou que as operações de busca continuam entre os escombros.
Um médico de um Hospital Indonésio de Beit Lahia, no norte da Faixa, disse à AFP que o estabelecimento recebeu 30 corpos, assim como dezenas de feridos, a maioria mulheres e crianças.
Mohamed Saleh, diretor interino do Hospital Al Awda de Jabalya, afirmou que o centro médico recebeu cinco cadáveres e estava atendendo a "mais de 75 feridos" após os bombardeios.
"A ocupação israelense bombardeou uma casa vizinha à minha (...) quando os moradores estavam dentro", declarou à AFP Yusef al Sultan, morador de Beit Lahia, que relatou "bombardeios aéreos e disparos de artilharia e drones" durante a noite.
"Os civis estão se deslocando em massa. Viramos vítimas do pânico e do horror no meio da noite", acrescentou.
Após romper uma trégua de dois meses, Israel retomou a ofensiva na Faixa de Gaza em 18 de março, com o objetivo declarado de obter a libertação de todos os reféns sequestrados pelo movimento islamista palestino Hamas em 7 de outubro de 2023.
Naquele dia, os milicianos do Hamas sequestraram 251 reféns, dos quais 57 permanecem em cativeiro em Gaza, incluindo 34 que, segundo o Exército, estão mortos.
O ataque do Hamas matou 1.218 pessoas do lado israelense, a maioria civis, segundo um balanço da AFP baseado em números oficiais.
A campanha militar israelense matou quase 53.000 pessoas em Gaza, a maioria civis, de acordo com o Ministério da Saúde do território governado pelo Hamas. A ONU considera o número confiável.
N.Mitchell--AT