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Turquia recebe reunião entre Ucrânia e Rússia marcada pelo pessimismo
Delegações da Rússia e da Ucrânia se reunirão nesta sexta-feira (16) em Istambul no primeiro encontro direto entre representantes dos países desde 2022, mas as grandes divergências e a ausência de Vladimir Putin reduziram as expectativas de uma solução rápida para o conflito.
A reunião terá a mediação turca, segundo fontes do Ministério das Relações Exteriores da Turquia.
Um pouco antes, está programada outra reunião entre ucranianos, turcos e americanos no mesmo local, o palácio de Dolmabahçe, em Istambul, indicaram as fontes.
As conversações terão a participação do secretário de Estado americano, Marco Rubio.
Após meses de pressão dos Estados Unidos sobre os dois lados e de um ultimato dos aliados europeus de Kiev, o presidente russo propôs no sábado conversações diretas com a Ucrânia para tentar encerrar mais de três anos de guerra.
Seu homólogo ucraniano, Volodimir Zelensky, aceitou e desafiou Putin a comparecer à cidade turca, mas o Kremlin enviou uma delegação de segundo escalão, o que dissipou as esperanças de avanços.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cogitou viajar à Turquia e declarou que "nada acontecerá" até que ele se reúna pessoalmente com seu homólogo russo.
Na mesma linha, Rubio descartou na quinta-feira a possibilidade de "grandes progressos". "Serei franco, não temos grandes expectativas sobre o que acontecerá amanhã", disse.
O encontro estava previsto inicialmente para quinta-feira, mas, após um dia conturbado e uma troca de insultos entre as as partes, foi adiado para esta sexta-feira.
Zelensky, que se reuniu na quinta-feira em Ancara com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, acusou a Rússia de não "levar a sério" as reuniões ao enviar uma delegação de segundo escalão.
O principal nome da delegação russa é o conselheiro da presidência Vladimir Medinski, que participou nas negociações infrutíferas de março de 2022 e é conhecido por sua interpretação nacionalista da história da Rússia.
Diante do consulado russo em Istambul, Medinski afirmou que a delegação está disposta a concordar com "possíveis compromissos" e garantiu que tem "todas as prerrogativas" para tomar decisões durante as negociações, algo que Zelensky havia questionado.
A representação ucraniana será liderada pelo ministro da Defesa, Rustem Umerov, que recebeu de Zelensky o mandato para tentar obter um cessar-fogo no conflito iniciado com a invasão russa em fevereiro de 2022.
burs-fec/dbh-pc/avl/fp
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