-
Ataque a tiros deixa cinco mortos em cidade do norte da Alemanha
-
Bolívia libera cotação do dólar em meio a grave crise econômica
-
Trump afirma que Irã solicitou reunião no Catar
-
Manchester City anuncia Enzo Maresca como novo treinador
-
Estrelas do circuito de tênis desistem de reduzir compromissos com imprensa em Wimbledon
-
Fraternidade São Pio X pode levar Igreja Católica ao cisma
-
CazéTV, o canal de YouTube que quebra recordes na Copa
-
Brasil e Alemanha buscam redenção em vaga para as oitavas de final da Copa
-
Cabo Verde, um refúgio para a comunidade LGBTQIA+ na África
-
Cães desaparecem antes da proibição da carne canina na Coreia do Sul
-
Complexo de plano habitacional de Hugo Chávez desaba após terremotos na Venezuela
-
Irã e EUA anunciam pausa nas hostilidades
-
Princesa Kate completa desafio das três montanhas em apoio à associação de combate ao câncer
-
Austrália anuncia amistosos contra o Brasil em setembro
-
Ataques aéreos do Paquistão provocam dezenas de mortes no leste do Afeganistão
-
Coreia do Sul vai investir US$ 1,2 trilhão em chips e centros de dados de IA
-
Sobrevivente de ataque na Austrália diz que é vítima de imagens distorcidas por IA
-
EUA e Irã interrompem hostilidades e devem prosseguir com as negociações
-
Brasil precisa de 'mente e coração' para jogar 'final' contra o Japão, diz Ancelotti
-
Eliminada na fase de grupos da Copa, seleção do Irã embarcará de Tijuana na 2ªfeira
-
Paraguai desafia Alemanha por uma vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo
-
Canadá vence África do Sul (1-0) e vai às oitavas de final da Copa
-
Países Baixos e Marrocos fazem duelo de amizades perigosas por vaga nas oitavas da Copa
-
Roubos e saques em área devastada da Venezuela, a outra face da tragédia
-
Após passar por cirurgia, Parreira apresenta quadro 'estável'
-
Presidente da confederação africana comemora sucesso do continente na Copa
-
Uruguai e Manchester United confirmam lesão de ligamento do volante Manuel Ugarte
-
'Mesmo não sendo favoritos, acreditamos em nós', diz sueco Gyökeres antes de duelo com a França
-
Federação uruguaia confirma lesão de ligamento do volante Manuel Ugarte
-
Técnico da Coreia do Sul pede demissão após eliminação na Copa do Mundo
-
Irã adverte navios para que não se desviem da rota demarcada em Ormuz
-
Japão pode 'surpreender o Brasil', avisa ex-técnico Philippe Troussier
-
Cinco coisas que marcaram a Semana de Moda Masculina em uma Paris escaldante
-
Brasil testa sua defesa contra o Japão no primeiro duelo de vida ou morte na Copa
Sem Zelensky, delegação ucraniana vai a Istambul para negociar paz com a Rússia
O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, enviou uma delegação a Istambul, nesta quinta-feira (15), para as primeiras negociações de paz diretas com a Rússia em três anos, mas acusou Moscou de "não levar a sério" os diálogos.
As duas partes trocaram farpas - Zelensky qualificou de "pura fachada" a delegação russa que viajou a Istambul e Moscou retrucou, chamando-o de "palhaço" -, semeando dúvidas sobre se Moscou e Kiev vão avançar para encerrar um conflito que já deixou milhares de mortos.
Estas serão as primeiras negociações de paz diretas entre Kiev e Moscou desde março de 2022, no início da invasão russa da Ucrânia.
A delegação russa, sem o presidente Vladimir Putin, chegou a Istambul pela manhã e a reunião com a ucraniana ocorrerá na noite desta quinta ou na sexta-feira, informou Zelensky em Ancara, onde se reuniu com seu contraparte turco, Recep Tayyip Erdogan.
Os negociadores ucranianos, liderados pelo ministro da Defesa, Rustem Umerov, terão um "mandato de cessar-fogo", informou Zelensky.
A delegação russa é chefiada por Vladimir Medinsky, um assessor de Putin.
Este último se disse disposto a assumir "possíveis compromissos", sem dar detalhes, e explicou que sua delegação tinha "todas as prerrogativas" para tomar decisões durante as negociações, o que Zelensky tinha posto em dúvida.
- Nem Putin, nem Zelensky -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que tem atuado como mediador entre as duas partes, afirmou acreditar que nenhum avanço sairá das negociações de paz até que ele e Putin se reúnam.
Apesar da importância destas negociações, solicitadas por ele próprio, e do pedido de Zelensky de diálogos cara a cara, Putin "não tem previsto no momento" viajar para a Turquia, segundo seu porta-voz, Dmitry Peskov.
Vladimir Medinsky, seu representante, é conhecido por sua leitura nacionalista da história russa. Em 2023, ele declarou que a Ucrânia fazia "parte da terra russa". Ele também participou das últimas negociações diretas entre Kiev e Moscou, pouco tempo após a invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022. Aqueles diálogos não deram resultados.
Em sua chegada a Ancara, a capital turca, Zelensky criticou a delegação russa, qualificando-a de "pura fachada" e questionou sua capacidade de "tomar decisões".
Minutos depois, a porta-voz da diplomacia russa, Maria Zakharova, respondeu: "Quem usa as palavras 'pura fachada'? Um palhaço? Um fracassado?", ironizou.
Putin não viajou com sua delegação, apesar de Zelensky tê-lo desafiado a ir à Turquia "em pessoa" e se reunir com ele.
Após a reunião com Erdogan, Zelensky disse que seguia "disposto" a manter "conversas diretas" com Putin, mas considerou que sua ausência era "uma falta de respeito" com Trump e Erdogan.
- "Nada vai acontecer" -
Às margens do Bósforo, em frente ao Palácio Dolmabahçe, onde se realiza o encontro, centenas de jornalistas aguardavam desde esta manhã cedo.
Trump, que pressiona Kiev e Moscou a negociarem, repetiu, nesta quinta, que poderia viajar para a Turquia "na sexta-feira" caso haja avanços nas conversas.
Mas, acrescentou que não acredita "que vá acontecer nada (...) até que ele [Putin] e eu nos reunamos".
Seu secretário de Estado, Marco Rubio, insistiu em que Trump está "aberto" a "qualquer mecanismo" que possa trazer a paz.
Rússia e Ucrânia seguem tendo posições difíceis de conciliar.
A Rússia exige que a Ucrânia renuncie a aderir à Otan e a garantia de poder manter os territórios ucranianos anexados por Moscou, condições inaceitáveis para Kiev e seus aliados.
A Ucrânia quer, por sua vez, "garantias de segurança" ocidentais sólidas para evitar novos ataques russos e que o exército de Moscou, que controla cerca de 20% do território ucraniano, se retire.
A.O.Scott--AT