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Justiça britânica analisa venda de armas a Israel
O Tribunal Superior de Londres examina, nesta terça-feira (13), um recurso apresentado por organizações em defesa dos direitos humanos que acusam o governo britânico de violar o direito internacional ao permitir a exportação de componentes de aviões de combate utilizados por Israel em sua guerra em Gaza.
Apoiada pela Anistia Internacional, Human Rights Watch, Oxfam e outras organizações, a ONG palestina Al Haq tenta bloquear a exportação destas peças fabricadas no Reino Unido, que equipam caças F-35 da empresa americana Lockheed Martin.
Segundo a Anistia Internacional, o Reino Unido estaria descumprindo sua "obrigação legal de impedir um genocídio" ao permitir estas exportações.
Ao início do julgamento, os advogados das ONGs alegaram que o Ministério do Comércio britânico havia autorizado as exportações de componentes dos F-35, sabendo que existia um "risco claro" de que fossem usados para cometer violações ao direito internacional.
A audiência terá duração de quatro dias, e ainda não se sabe a data do veredicto.
Nesta terça-feira, cerca de 50 pessoas, incluindo o ex-líder do Partido Trabalhista Jeremy Corbyn fizeram uma manifestação em frente ao Tribunal Superior com bandeiras palestinas e cartazes com frases como "Parem de armar Israel: Parem o genocídio".
Um porta-voz do governo britânico disse à AFP que "atualmente não é possível suspender o licenciamento de componentes do F-35 para uso por Israel sem comprometer todo o programa global do F-35, devido ao seu papel estratégico dentro da Otan e às implicações mais amplas para a paz e a segurança internacionais".
"Nos meses seguintes à nossa chegada ao poder, suspendemos licenças relevantes que poderiam ter sido usadas pelo exército israelense para cometer ou facilitar graves violações da lei internacional em Gaza", acrescentou a fonte.
Y.Baker--AT