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Centro para soldados russos feridos na Ucrânia no auge de sua capacidade
"Ded", um veterano russo da ofensiva de Moscou contra a Ucrânia, ainda manca com sua nova perna ortopédica depois de ser amputado. No entanto, graças aos cuidados que recebeu em um centro de reabilitação perto de Moscou, o homem de 53 anos começou a andar de novo.
"Ded", cujo apelido militar significa "Avô", conta que perdeu a perna quando pisou em uma mina explosiva, seu quarto ferimento no conflito.
"Já perdi a conta de todas as contusões. É como ter congestão nasal", declarou à AFP no centro de terapia de Ruza, 80 km ao oeste de Moscou.
"Depois de uma semana de tratamento aqui, comecei a andar de novo", recordou o homem, que combateu com uma unidade paramilitar privada russa. Elogiou a "ajuda rápida e efetiva" que recebeu.
Assim como ele, 30 pessoas feridas na Ucrânia recebem terapia física e mental no centro estatal.
Nos combates iniciados pela ofensiva russa na Ucrânia, em fevereiro de 2022, milhares de pessoas morreram em ambos os lados.
O centro, que atende veteranos paramilitares, é da era soviética quando era utilizado pela elite do Partido Comunista.
Depois foi convertido em centro de reabilitação para os veteranos da invasão soviética do Afeganistão (1979-1989).
Desde os anos 1990 também atende veteranos das duas guerras da Chechênia.
O centro oferece fisioterapia, hidroterapia, massagens e atenção psicológica.
Conta com salas de oração e, às noites, os veteranos que moram no centro podem dançar, cantar karaokê ou ver filmes patrióticos.
- "A alegria de viver" -
Outro veterano conhecido pelo apelido "Scorpaena" (um peixe com espinhos venenosos) diz que dorme melhor no centro. Afirmou que antes "acordava toda hora para ver que estava tudo bem" durante sua missão na Ucrânia.
"Não conseguia dormir seis horas seguidas", contou o soldado, que sofre com as consequências de um choque traumático.
Yuri Pogorelov, chefe da oficina de próteses do centro, disse que a maioria das amputações são resultado de ferimentos por minas explosivas.
"Geralmente são amputações da tíbia, da perna até o quadril, dupla amputação da perna, e, às vezes, de braços", disse à AFP.
Centros de reabilitação como o de Ruza oferecem uma segunda fase de atenção para os amputados.
Os médicos dizem que esperam um fluxo de pacientes quando o conflito terminar.
O fisioterapeuta Alexander Pogorelov disse que os pacientes conhecem veteranos das guerras no Afeganistão e Chechênia "e veem que a vida continua, mesmo sem pernas ou braços".
"Redescobrem a alegria de viver", afirmou.
"Todos têm sua dor e suas memórias. Mas entre nós não falamos da guerra. Se alguém me pergunta, respondo: 'se tem interesse, vá você mesmo ver o que acontece lá'", declarou "Ded".
"Estamos aqui para tratamento e descanso", acrescentou.
- Tempo de paz -
O chefe médico Tsiren Tsirenov comentou que os centros como o de Ruza "são necessários em todas as regiões".
Disse que centenas de veteranos foram atendidos ali desde o início da ofensiva.
Muitos pacientes temem enfrentar dificuldades para conseguir emprego ao voltar à vida civil. Diferentemente dos soldados regulares, os russos que combateram na Ucrânia com os grupos paramilitares privados reclamam de não receber assistência financeira.
"Por razões sanitárias, não posso conseguir um emprego permanente. Faço trabalhos ocasionais", indicou "Scorpaena".
"Não tenho opção. A guerra terminará cedo ou tarde. Depois tem que se acostumar com a vida em tempos de paz", disse.
"Nossos rapazes em breve começarão a voltar para casa e crescerá a quantidade dos que precisam de reabilitação. Provavelmente, teremos que abrir novos centros como este".
F.Ramirez--AT