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De Guantánamo para a Venezuela: EUA fazem novas deportações após acordos com Maduro
Um total de 177 imigrantes venezuelanos foram deportados pelos Estados Unidos nesta quinta-feira a partir de Cuba, onde estavam detidos na base militar de Guantánamo, em um novo sinal de cooperação entre os dois países, historicamente rivais.
O grupo se soma aos 190 venezuelanos enviados de volta para o seu país há 10 dias, dentro da política de deportações em massa prometida pelo presidente Donald Trump ao se reeleger.
Venezuela e Estados Unidos romperam relações diplomáticas em 2019, durante o primeiro governo de Trump, que liderou a ofensiva internacional contra o presidente Nicolás Maduro com sanções. Embora a posição oficial de Washington continue sendo a de não reconhecer Maduro, Trump iniciou contatos com o líder venezuelano focados na imigração e na libertação de cidadãos americanos presos na Venezuela.
Um avião dos Estados Unidos levou os venezuelanos de Guantánamo para Honduras, onde eles embarcaram em um voo operado pela companhia aérea sancionada Conviasa que partiu às 23h20 GMT rumo ao aeroporto internacional de Caracas. Maduro disse que a entrega foi "um pedido direto" do seu governo ao de Trump, e comemorou em um ato oficial.
Um total de 30 mil leitos foram disponibilizados para imigrantes na base militar americana em Cuba. Washington recebe o apoio de vários países da América Central, como Panamá e Costa Rica, para acolher os deportados, antes de eles serem levados para seus países de origem. Aqueles expulsos para a América Central são cidadãos de países que não aceitam voos de repatriação ou com os quais Washington mantém relações tensas.
O vice-chanceler Tony García ressaltou à AFP que a participação de Honduras na entrega não o converte em um "terceiro país seguro" ou em uma "ponte" para os imigrantes expulsos pelo governo Trump: "Essa é uma transferência", os imigrantes "trocam de avião e seguem" para seu país, não ficam em abrigos.
R.Lee--AT