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Ministros do G20 se reúnem na África do Sul na ausência dos EUA
Os ministros das Relações Exteriores do G20 se reúnem em Johannesburgo a partir desta quinta-feira (20), na ausência dos Estados Unidos, que decidiram não enviar um representante de alto escalão.
A África do Sul, primeiro país do continente a presidir o G20, terá que prescindir deste país influente na primeira reunião de preparação da cúpula de novembro, inédita na África.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, recusou-se a comparecer à reunião após acusar Pretória, que abrirá a reunião às 14h, horário local (9h em Brasília), de antiamericanismo.
A reunião de dois dias em Johannesburgo será uma nova oportunidade para avaliar as posições diante da política de pressão iniciada pelo governo do presidente americano, Donald Trump.
E especialmente depois da conferência de Munique, marcada pelo discurso antieuropeu do vice-presidente americano, JD Vance, e do encontro entre os Estados Unidos e a Rússia em Riade para discutir a Ucrânia na sua ausência.
O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, também não comparecerá à reunião dos ministros das Finanças do G20 na Cidade do Cabo nas próximas quarta e quinta-feira "devido a compromissos em Washington", anunciou nas redes sociais.
Com exceção de Marco Rubio, os principais diplomatas do G20 estarão presentes em Johannesburgo, incluindo os ministros das Relações Exteriores dos países do Brics, próximos a Pretória, incluindo o russo Sergei Lavrov e seus colegas chinês e indiano.
Do lado europeu, encurralados pela nova política externa do governo Trump, estão o francês Jean-Noël Barrot e o britânico David Lammy.
A encarregada de negócios da embaixada americana em Pretória, Dana Brown, atuará como representante dos Estados Unidos.
"Talvez seja em um nível mais baixo, mas [os americanos] serão representados. Não é um boicote completo ao G20 na África do Sul", disse o ministro das Relações Exteriores da África do Sul, Ronald Lamola, na quarta-feira.
Y.Baker--AT