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Oposição venezuelana pede ação diplomática ante 'assédio' a asilados em embaixada
Os líderes opositores María Corina Machado e Edmundo González pediram nesta quarta-feira uma reação da comunidade diplomática credenciada na Venezuela diante do que chamaram de "assédio" vivido há três meses por cinco líderes refugiados na residência da embaixada argentina.
Colaboradores de María Corina, os asilados denunciaram que estão sem fornecimento de energia e água desde novembro, e alertaram ontem para "o colapso" do gerador da residência.
"O assédio à embaixada é um fato que teria, em circunstâncias normais, o rechaço de toda a comunidade internacional, pelo menos da comunidade diplomática na Venezuela", disse González em entrevista no Instagram, da qual María Corina participou.
González fugiu da Venezuela com um mandado de prisão, após reivindicar vitória nas eleições presidenciais de julho e denunciar uma fraude. Já María Corina vive na clandestinidade. "Peço que levantem suas vozes nessas horas pelos nossos companheiros na embaixada. É uma questão de emergência", ressaltou a opositora.
Inicialmente, havia seis refugiados na embaixada, mas um deles se entregou em dezembro e está em liberdade condicional. Os demais permanecem asilados desde 20 de março de 2024.
A embaixada está sem funcionários diplomáticos desde agosto passado, após o rompimento das relações em resposta aos questionamentos do presidente argentino, Javier Milei, a cerca da reeleição de Nicolás Maduro.
O ministro venezuelano do Interior, Diosdado Cabello, negou um cerco à embaixada e afirmou que o corte é motivado por falta de pagamento.
O Brasil anunciou em agosto que estava assumindo a custódia da delegação diplomática da Argentina, com a autorização de Caracas, que revogou sua decisão um mês depois. Mas o governo brasileiro insistiu em que vai continuar defendendo os interesses do país vizinho.
Ch.P.Lewis--AT