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Chefe da Otan garante que 'não é muito tarde' para que Ucrânia ganhe guerra
O secretário-geral da Otan assegurou nesta segunda-feira (29) que "não é tarde demais" para que a Ucrânia ganhe a guerra, mas reiterou ao lado do presidente ucraniano que Kiev necessita de mais ajuda, enquanto a Rússia avança na frente de batalha.
"Os atrasos importantes no apoio têm graves consequências no campo de batalha", admitiu Jens Stoltenberg em uma visita à capital ucraniana, em referência ao atraso ocorrido na entrega da ajuda europeia e dos Estados Unidos para a Ucrânia.
"Mas não é tarde demais para que a Ucrânia se imponha", garantiu o responsável da Otan, acrescentando que mais ajuda estava sendo enviada e que "logo" haveria novos anúncios de apoio.
A seu lado, o presidente Volodimir Zelensky pediu aos aliados ocidentais que acelerassem as entregas de armas e "fazer fracassar" a nova ofensiva que Moscou está preparando, segundo Kiev.
"Juntos, podemos fazer fracassar a ofensiva russa", declarou Zelensky. Moscou "tenta se aproveitar" da demora na entrega de ajuda, acrescentou.
"A artilharia, [os obuses de] calibre 155 mm, as armas de longo alcance e a defesa antiaérea, principalmente os sistemas Patriot. É o que nossos parceiros têm e o que deveria agora funcionar", indicou o chefe de Estado ucraniano.
- Bombardeio russo deixa quatro mortos -
Desde o fracasso da contraofensiva ucraniana lançada em meados de 2023, esta ex-república soviética está na defensiva. A Rússia vem ganhando terreno no leste desde o início do ano, diante das forças de Kiev que lutam com escassez de munição.
Um bombardeio russo com mísseis deixou pelo menos quatro mortos na cidade ucraniana de Odessa, no Mar Negro, informou o governador provincial.
"Três mulheres e um homem morreram. Segundo um balanço atualizado, 28 pessoas ficaram feridas, entre elas duas crianças e uma mulher grávida", declarou no Telegram o governador provincial de Odessa, Oleh Kiper.
Kiper acrescentou que o ataque danificou "residências e infraestrutura civil".
Segundo imagens de meios ucranianos, um edifício situado à beira do mar, pertencente à Academia Jurídica de Odessa e conhecido por sua similaridade com um pequeno castelo, que pegou fogo.
Segundo o governador, um menino de quatro anos está "muito grave", seis adultos se encontrem em cuidados intensivos e um homem morreu de uma crise cardíaca causada pelo ataque.
Odessa, porto do sudoeste da Ucrânia, vital para as exportações, é alvo habitual de bombardeios com mísseis e drones.
Além disso, as tropas russas reivindicaram na segunda-feira a tomada do povoado de Semenivka, no leste, e a véspera disseram controlar Novobakhmutivka, um vilarejo também no front oriental.
O comandante em chefe do Exército ucraniano, Oleksandr Syrskyi, admitiu no domingo que a situação "piorou" no front e que as tropas russas, militarmente vantajosas, registraram "sucessos táticos" em várias áreas.
R.Lee--AT