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Expectativa de trégua entre Hamas e Israel cresce em meio a negociações
A expectativa de uma trégua na Faixa de Gaza e da libertação dos reféns aumentou nesta segunda-feira, com uma reunião no Cairo entre uma delegação do Hamas e mediadores, após quase sete meses de conflito entre o movimento palestino e Israel.
O chefe da diplomacia americana, Antony Blinken, mostrou-se otimista sobre uma aceitação pelo movimento islamita palestino da proposta israelense, que considerou "extraordinariamente generosa".
Uma delegação do Hamas se reuniu no Cairo com negociadores do Egito e Catar - dois países mediadores, juntamente com os Estados Unidos -, para dar uma resposta à trégua negociada entre Israel e o Egito.
Uma delegação do Hamas deixou o Cairo e “vai retornar com uma resposta por escrito" sobre a proposta de trégua na Faixa de Gaza relacionada com a libertação de reféns, informou na noite de hoje o site Al-Qahera News, ligado ao serviço de inteligência do Egito, citando fontes daquele país.
Blinken, que está na Arábia Saudita e visitará em seguida Israel e Jordânia, participou em Riade do Fórum Econômico Mundial (WEF), onde chanceleres de países ocidentais e árabes discutiram como unir forças para obter uma solução para o conflito entre israelenses e palestinos que leve à criação de dois Estados.
O ministro britânico das Relações Exteriores, David Cameron, afirmou no fórum que o projeto de trégua proposto ao Hamas inclui um cessar-fogo de 40 dias, além da "potencial libertação de milhares de prisioneiros palestinos em troca da liberação dos reféns".
- Cessar-fogo permanente -
"É absolutamente necessário que qualquer cessar-fogo seja permanente", declarou o ministro saudita das Relações Exteriores, Fayçal bin Farhan. O chanceler do Egito, Samed Shoukry, disse que a proposta leva em conta "as posições de ambas as partes".
Embora ainda não haja uma "decisão final", Shoukry mostrou-se esperançoso e disse esperar "que todos estejam à altura das circunstâncias".
Até agora, todas as negociações realizadas não conseguiram chegar a um acordo que inclua uma trégua, a liberação de reféns e mais ajuda humanitária para Gaza.
"O Hamas tem diante de si uma proposta extraordinariamente generosa de Israel", disse Blinken. "Eles têm que tomar uma decisão, e rapidamente. Espero que tomem a decisão correta."
O presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, presente na reunião, pediu neste domingo a Washington que evite que Israel lance uma ofensiva contra Rafah.
- 'Vivemos no inferno' -
A comunidade internacional e as organizações humanitárias temem um banho de sangue se Israel lançar a ofensiva contra Rafah, no extremo sul do enclave, onde estão aglomerados quase 1,5 milhão de deslocados, e contra a qual Israel quer lançar uma ofensiva terrestre. "Vivemos no inferno", disse a palestina Hanan Saber, 41, que chegou deslocada a essa localidade.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, defende que é necessária uma ofensiva contra Rafah para acabar com o Hamas.
Pelo menos 22 pessoas morreram nesta cidade próxima da fronteira fechada do Egito, principal porta de entrada da ajuda humanitária no pequeno território, sitiado por Israel e mergulhado em uma grave crise humanitária.
Familiares inconsoláveis se aglomeraram ao lado dos mortos no hospital Al Najjar. "Exigimos ao mundo inteiro que peça uma trégua duradoura. Já basta", disse um parente de deu apenas o seu nome, Abu Taha.
O governo de Netanyahu está sob pressão das famílias dos reféns para fechar um acordo. "Sabemos que um acordo é possível. Israel, Egito, Catar e Estados Unidos, temos confiança em vocês e pedimos que façam tudo o que puderem para trazer nossos parentes de volta agora", disse Elan Siegel, filha de Keith Siegel, um dos reféns que apareceram neste sábado em um vídeo divulgado pelo Hamas.
burs-sg-cn/hme/srm/sco/tym/mas/es/zm/aa/fp/dd/aa-lb
R.Garcia--AT