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Irã reduziu sua presença militar na Síria, dizem fonte próxima ao Hezbollah e ONG
O Irã, aliado do governo da Síria, reduziu significativamente a sua presença militar neste país, onde sofre ataques cada vez mais intensos atribuídos a Israel, disse nesta quarta-feira (24) à AFP uma fonte próxima do Hezbollah e uma ONG.
Segundo uma fonte próxima do Hezbollah libanês pró-iraniano, presente na Síria - onde apoia o presidente Bashar al Assad -, essa redistribuição ocorreu nas últimas semanas.
"O Exército iraniano retirou-se de todo o sul da Síria, da área ao redor de Damasco, passando por Sueida e Dera", incluindo as regiões que fazem fronteira com Israel, detalhou.
Mas continuou reunido no consulado iraniano em Damasco, "acreditando que estava a salvo dos ataques israelenses", acrescentou.
Em 1º de abril, um ataque atribuído a Israel teve como alvo o consulado e matou sete membros da Guarda Revolucionária, o Exército ideológico do regime iraniano, incluindo dois oficiais superiores.
Em 13 de abril, o Irã realizou um ataque sem precedentes contra Israel em retaliação.
Uma semana depois, um ataque atribuído a este último teve como alvo o centro do Irã, mas Teerã o minimizou.
O Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH) confirmou "uma redistribuição de grupos iranianos de Damasco e do sul da Síria em direção à fronteira com o Golã ocupado por Israel".
Esta ONG, com sede no Reino Unido, que tem uma vasta rede de fontes na Síria, afirmou que combatentes libaneses e iraquianos pró-Irã substituíram os soldados iranianos nestas regiões.
Viajantes que voltavam da Síria confirmaram à AFP que a presença iraniana era menos visível em Damasco, especialmente nos bairros antigos da cidade, onde vários escritórios do Exército iraniano estão fechados.
Bandeiras, cartazes e retratos de líderes iranianos desapareceram de muitos bairros, acrescentaram.
A presença militar iraniana no leste da Síria está concentrada em Bukamal, perto da fronteira com o Iraque, segundo estas testemunhas.
W.Stewart--AT