-
Rodeo I, a prisão venezuelana 'para te deixar louco'
-
China e EUA buscam 'telefone vermelho' diante dos riscos da IA
-
Trump chega à Assembleia Geral da ONU atolado na guerra com o Irã
-
As acusações chocantes no livro do irmão da princesa Diana
-
Apesar da força militar, Arábia Saudita não consegue derrotar os houthis
-
UE prossegue sem acordo sobre retirada de dois oligarcas russos da lista de sanções
-
Ciclista afegã que se disfarçava de homem para treinar conquista medalha de prata nos Jogos Asiáticos
-
Chinesa de 6 anos estabelece recorde mundial na resolução de cubo mágico
-
Objetos pessoais de Brigitte Bardot são leiolados em Paris
-
Estêvão quer viver cada minuto como "uma final" em seu retorno à seleção
-
Furacão Polo atinge categoria 4 no Pacífico mexicano
-
Estêvão viverá cada minuto como "uma final" em seu retorno à seleção
-
Tufão Dujuan deixa quatro mortos e 45.000 casas sem energia elétrica no Japão
-
UE não consegue acordo para suspender sanções contra oligarcas russos; negociações continuarão
-
Reino Unido vai apoiar Arábia Saudita contra houthis (imprensa)
-
Incêndio em joia do turismo colombiano é parcialmente controlado
-
"Ainda estou com a bala aqui dentro", relata imigrante detido pelo ICE nos EUA
-
EUA mobiliza aliados no Ártico
-
Venezuelano ferido pelo ICE no Texas está detido com bala no corpo, denuncia advogada
-
Filme argentino 'El Tren Fluvial' é uma viagem iniciática de dor e aventura
-
João Fonseca anuncia pausa após lesões
-
Paramount chega a acordo com estados dos EUA para megafusão com Warner Bros.
-
EUA anuncia que companhias aéreas iranianas deixarão de operar em dois dias
-
Menor viaja de Ceuta à Península Ibérica no compartimento inferior do ônibus do Valladolid
-
Argentina estima que visita do papa mobilizará sete milhões de fiéis
-
Segundo navio reporta impacto nas águas de Ormuz, diz agência britância
-
Principais emissoras de TV dos EUA suspendem cobertura conjunta de Trump em apoio à CNN
-
Partido alemão de extrema esquerda rejeita acusações de antissemitismo
Trabalhadores enfrentam riscos de saúde provocados pela mudança climática
Muitos trabalhadores no mundo enfrentam uma série de riscos de saúde ligados à mudança climática, alertou a ONU nesta segunda-feira (22), ao destacar que as regulamentações existentes não oferecem proteções adequadas.
Um relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), da ONU, aponta que a mudança climática atingiu a saúde e a segurança dos trabalhadores em todo o mundo.
"Um número impactante de trabalhadores já estão expostos a riscos relacionados à mudança climática no local de trabalho, e é provável que esses números só piorem", segundo a OIT.
Trabalhadores agrícolas e outros que realizam trabalhos pesados em climas escaldantes podem estar expostos a diversos perigos, entre eles o calor excessivo, radiação ultravioleta, contaminação do ar, doenças transmitidas por vetores e fertilizantes.
Os trabalhadores em ambientes abafados ou espaços mal ventilados também enfrentam riscos importantes.
"Os trabalhadores estão entre os mais expostos aos riscos da mudança climática, mas frequentemente não têm outra opção do que seguir trabalhando, inclusive se as condições são perigosas", diz o estudo.
O documento indica que em 2020 - o último ano para o qual há estatísticas disponíveis - se calculava que 2,4 bilhões de trabalhadores, ou mais de 70% da força de trabalho mundial, estavam expostos ao calor excessivo em algum momento de seu dia.
O número supera os 65,5% de duas décadas atrás, acrescentou.
A cada ano são reportadas cerca de 23 milhões de lesões ocupacionais atribuídas ao calor excessivo, com um custo estimado de quase 19.000 vidas por ano, indica o relatório.
O relatório enfatiza que esses números não incluem as mais de 26 milhões de pessoas em todo o mundo que vivem com doenças renais crônicas ligadas ao calor no local de trabalho.
E o impacto do aquecimento global sobre os trabalhadores vai além do que a exposição ao calor, diz a OIT.
A organização destaca que várias condições perigosas para a saúde dos trabalhadores foram vinculadas à mudança climática, incluindo câncer, doenças cardiovasculares, problemas respiratórios, disfunção renal e condições de saúde mental.
Por exemplo, a OIT aponta que 1,6 bilhão de trabalhadores em todo o mundo estariam expostos todos os anos à radiação ultravioleta, com 18.960 mortes anuais por motivos trabalhistas devido ao câncer de pele.
Outras 1,6 bilhão de pessoas estariam expostas à contaminação no local de trabalho, o que resulta em 860.000 mortes anuais ligadas ao trabalho.
Mais de 870 milhões de trabalhadores agrícolas estão expostos aos pesticidas, com mais de 300.000 mortes anuais atribuídas ao envenenamento com esses produtos.
E 15.000 mortes anuais ligadas ao trabalho são atribuídas à exposição a doenças transmitidas por parasitas ou vetores, segundo o relatório.
"Está claro que a mudança climática já está criando riscos sanitários adicionais significativos para os trabalhadores", destacou em um comunicado Manal Azzi, chefe da Equipe de Segurança e Saúde Ocupacionais da OIT.
"É essencial que escutemos esses alertas. As considerações de segurança ocupacional e saúde devem se tornar parte de nossas respostas à mudança climática", acrescentou.
A OIT disse que a evolução e intensificação dos riscos da mudança climática podem obrigar os países a revisar as leis existentes ou a criar regulamentações e orientações novas para garantir a proteção dos trabalhadores.
T.Wright--AT