-
Trump chega à Assembleia Geral da ONU atolado na guerra com o Irã
-
As acusações chocantes no livro do irmão da princesa Diana
-
Apesar da força militar, Arábia Saudita não consegue derrotar os houthis
-
UE prossegue sem acordo sobre retirada de dois oligarcas russos da lista de sanções
-
Ciclista afegã que se disfarçava de homem para treinar conquista medalha de prata nos Jogos Asiáticos
-
Chinesa de 6 anos estabelece recorde mundial na resolução de cubo mágico
-
Objetos pessoais de Brigitte Bardot são leiolados em Paris
-
Estêvão quer viver cada minuto como "uma final" em seu retorno à seleção
-
Furacão Polo atinge categoria 4 no Pacífico mexicano
-
Estêvão viverá cada minuto como "uma final" em seu retorno à seleção
-
Tufão Dujuan deixa quatro mortos e 45.000 casas sem energia elétrica no Japão
-
UE não consegue acordo para suspender sanções contra oligarcas russos; negociações continuarão
-
Reino Unido vai apoiar Arábia Saudita contra houthis (imprensa)
-
Incêndio em joia do turismo colombiano é parcialmente controlado
-
"Ainda estou com a bala aqui dentro", relata imigrante detido pelo ICE nos EUA
-
EUA mobiliza aliados no Ártico
-
Venezuelano ferido pelo ICE no Texas está detido com bala no corpo, denuncia advogada
-
Filme argentino 'El Tren Fluvial' é uma viagem iniciática de dor e aventura
-
João Fonseca anuncia pausa após lesões
-
Paramount chega a acordo com estados dos EUA para megafusão com Warner Bros.
-
EUA anuncia que companhias aéreas iranianas deixarão de operar em dois dias
-
Menor viaja de Ceuta à Península Ibérica no compartimento inferior do ônibus do Valladolid
-
Argentina estima que visita do papa mobilizará sete milhões de fiéis
-
Segundo navio reporta impacto nas águas de Ormuz, diz agência britância
-
Principais emissoras de TV dos EUA suspendem cobertura conjunta de Trump em apoio à CNN
-
Partido alemão de extrema esquerda rejeita acusações de antissemitismo
-
Merz promete seguir governando pelo 'futuro democrático' da Alemanha
-
Incêndio que ameaça joia turística da Colômbia está parcialmente sob controle
-
Extrema direita afirma que é o 'partido do povo' na Alemanha e prevê queda de Merz
-
Merz promete manter governo pelo 'futuro democrático' da Alemanha
'Impunidade' e invasões impulsionam violência contra ativistas no Brasil, segundo relatora da ONU
A "impunidade" e os interesses econômicos por trás das invasões de terras continuam impulsionando a violência contra os defensores dos direitos humanos no Brasil, alertou a relatora das Nações Unidas, Mary Lawlor, nesta sexta-feira (19), durante visita ao país.
"Pessoas defensoras de direitos humanos estão sob extrema ameaça no Brasil", disse Lawlor durante coletiva de imprensa em Brasília.
"O Governo Federal tem consciência disso, porém até agora não conseguiu implementar as estruturas necessárias para proteger defensoras e defensores e combater as causas dos riscos que enfrentam", acrescentou a especialista.
Lawlor, relatora da ONU para os defensores dos direitos humanos, encerrou na capital um giro de 11 dias que incluiu outras regiões do Brasil, onde se reuniu com autoridades e ativistas.
Após visitar os estados de Bahia, Pará, São Paulo e Mato Grosso do Sul, a especialista ressaltou as ameaças sofridas pelas comunidades indígenas e quilombolas.
"A demarcação e titulação de terras indígenas, quilombolas e de outros povos tradicionais, deve ser priorizada, bem como a revisão da legalidade de todas as concessões e licenças que foram concedidas às empresas", disse Lawlor, que deve apresentar seu relatório final ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, em março de 2025.
Desde que voltou ao poder, em janeiro de 2023, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva retomou a demarcação de novas terras indígenas, uma prática que tinha sido abandonada por seu antecessor, Jair Bolsonaro (2019-2022).
Até o momento, foram demarcadas dez novas terras indígenas, incluídas duas anunciadas na quinta-feira.
Para a especialista da ONU, empresas e mercados ajudam a atiçar os conflitos com práticas "extrativistas, neocoloniais e predatórias".
"As grandes companhias chegam e começam a plantar (...) com desmatamento ilegal. E assim que limpam a terra, trazem o gado", afirmou.
"Pisoteiam os direitos históricos dos povos para satisfazer sua própria cobiça, seu próprio desejo de lucro, e não se detém diante de nada", acrescentou.
E quando os ativistas são atacados, os supostos agressores não são levados à justiça, embora muitas vezes sejam conhecidos publicamente, disse Lawlor, ao ressaltar a "impunidade endêmica" no Brasil.
A relatora da ONU também apontou falhas no mecanismo oficial de resguardo para ativistas ameaçados, ao afirmar que alguns foram atacados ou assassinados apesar de estarem sob proteção do governo.
"Chamo o presidente Lula e todos os níveis de governo a combater as forças que estão determinadas a proteger seus interesses corruptos e capitalistas", ressaltou.
Entre 2019 e 2022, 169 ativistas de direitos humanos foram mortos no Brasil, segundo um relatório das ONGs Terra de Direitos e Justiça Global.
L.Adams--AT