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Bombardeio russo contra cidade ucraniana de Chernigiv deixa 18 mortos
Equipes de emergência removiam nesta quinta-feira (18) os escombros provocados por um ataque russo com mísseis contra a cidade de Chernigiv, na região norte da Ucrânia, que deixou pelo menos 18 mortos e motivou novos pedidos de aumento de ajuda militar a Kiev.
De acordo com o boletim mais recente, divulgado nesta quinta-feira, 18 pessoas morreram e 77 ficaram feridas no ataque de quarta-feira.
O bombardeio causou danos em infraestruturas sociais, um centro educacional, um hospital e 16 edifícios residenciais, segundo as autoridades ucranianas.
Imagens oficiais mostravam poças de sangue. A moradora Olga Samoilenko contou à AFP que se refugiu com os filhos no corredor de seu prédio quando o primeiro míssil o atingiu.
"Começamos a gritar para que todo mundo se jogasse no chão [...] Houve outras duas explosões", contou a mulher de 33 anos.
O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, que insiste no pedido de mais ajuda às potências ocidentais para fazer frente à invasão russa, afirmou que a Ucrânia não tinha defesas antiaéreas suficientes para interceptar os mísseis que atingiram Chernigiv.
Horas mais tarde, os republicanos da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos concordaram em submeter a votação um pacote de ajuda militar que inclui cerca de US$ 61 bilhões (R$ 319 bilhões) para a Ucrânia, pedido pelo presidente Joe Biden.
"A Ucrânia precisa de medidas imediatas para fortalecer sua defesa antiaérea", disse Zelensky no X, afirmando que havia informado o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, sobre o bombardeio letal em Chernigiv e outros ataques contra a rede elétrica nas últimas semanas.
A cidade, que fica em uma região de mesmo nome na fronteira com Belarus, foi ocupada parcialmente no início da invasão russa contra a Ucrânia em 2022, mas não registrou combates violentos nos últimos dois anos, desde a retirada das tropas de Moscou.
A Rússia bombardeia a Ucrânia sem trégua com mísseis e drones explosivos, visando em particular as instalações do setor de energia da ex-república soviética.
O prefeito de Chernigiv afirmou à imprensa oficial que o bombardeio atingiu uma área "muito populosa" da cidade, incluindo um edifício civil.
Chernigiv, uma das cidades mais antigas da Ucrânia, fundada há quase 1.000 anos, fica 145 quilômetros ao norte da capital ucraniana e tinha 285.000 habitantes antes da guerra.
A localidade sofreu danos consideráveis quando os tanques russos avançaram a partir de Belarus para invadir a ex-república soviética em fevereiro de 2022.
- Base russa atacada na Crimeia -
A entrega de ajuda dos aliados ocidentais da Ucrânia está demorando, em particular o apoio dos Estados Unidos, onde um pacote de assistência a Kiev está paralisado há meses no Congresso devido à oposição republicana em um ano eleitoral.
Depois que Israel conseguiu interceptar um grande número de mísseis e drones lançados pelo Irã no fim de semana com o apoio militar dos países ocidentais, a frustração de Zelensky foi exacerbada.
No front sul, blogueiros militares e a imprensa russa informaram que a Ucrânia bombardeou na terça-feira uma base militar em Dzhankoi, na península da Crimeia, território anexado pela Rússia em 2014.
Segundo a conta Rybar, no Telegram, próxima ao Exército russo, 12 mísseis ATACMS entregues pelos Estados Unidos à Ucrânia podem ter atingido o alvo, provocando danos a equipamentos e a um edifício.
Nem a Ucrânia, nem a Rússia comentaram oficialmente os relatos.
O portal russo independente Mediazona e o serviço em idioma russo da BBC informaram que quase 50.000 soldados russos morreram desde o início da invasão de Moscou.
A Ucrânia informou em fevereiro que calculava em 31.000 o número de militares mortos na guerra, mas a Rússia não divulgou nenhum número.
M.O.Allen--AT