-
Noruega vence Senegal (3-2) com dois de Haaland e vai aos 16-avos da Copa
-
Evo Morales suspende bloqueio de rodovias na Bolívia após estado de exceção
-
Inglaterra 'pode vencer qualquer adversário' na Copa, garante Rice
-
França vence Iraque (3-0) com dois de Mbappé e vai aos 16-avos de final da Copa
-
Panamá e Croácia tentam se manter vivos na Copa no jogo 200 de Modric pela seleção
-
Jogo entre França e Iraque é suspenso devido a alerta de tempestade severa na Filadélfia (Fifa)
-
Julián Álvarez pede para deixar o Atlético de Madrid
-
Juiz vê retaliação política em intimações do governo Trump
-
Thiago Silva volta ao Fluminense
-
Candidato de esquerda da Colômbia pede "calma" após protestos contra vitória da extrema direita
-
Respeito e adoração por Messi na Argentina
-
Quarenta anos depois da 'Mão de Deus' de Maradona, a glória de Messi
-
Os 18 gols de Lionel Messi em Copas do Mundo
-
'Messi está em outro nível', admite técnico da Áustria
-
Ataque a tiros em Montreal deixa três mortos, incluindo o suspeito
-
Inglaterra tem dúvidas na defesa, apesar de início com fôlego na Copa do Mundo
-
Gana enfrentará o jogo 'mais fácil' da Copa do Mundo contra a Inglaterra, diz Queiroz
-
Brasil vai correr mais 'para potencializar Neymar e Vini Jr', garante Martinelli
-
'Foi muito equilibrado, muito intenso', diz Messi após vitória sobre a Áustria
-
Após deixar concentração da Bélgica, Doku está em Londres para o nascimento de seu filho
-
Com 2 de Messi, Argentina vence Áustria (2-0) e se classifica para próxima fase da Copa
-
Wikipedia se opõe ao uso da IA para editar artigos
-
Messi faz 2 contra Áustria e se isola como maior artilheiro da história das Copas
-
Estádio da Filadélfia abre portões para jogo entre França e Iraque após ameaça de tempestade
-
RB Leipzig anuncia argentino Martín Demichelis como novo técnico
-
Messi marca contra Áustria e se isola como maior artilheiro da história das Copas
-
O mercado não para: estrelas fecham contratos milionários em plena Copa do Mundo
-
Manchester United compra terrenos para construir seu novo estádio
-
Retrospectiva de Frida Kahlo chega ao Tate Modern com recorde de ingressos vendidos
-
Brasil treina sem Alisson antes de enfrentar Escócia na Copa do Mundo
-
Quarenta anos depois da 'Mão de Deus' de Maradona, chega a vez de Messi
-
Ex-campeã de Wimbledon, Marketa Vondrousova é suspensa por 4 anos por recusar teste antidoping
-
Starmer renuncia e abre caminho para ala de esquerda do Partido Trabalhista
-
Claudia Sheinbaum recebe pato Merlín, mascote do México na Copa do Mundo
-
Giovanni Malagò é eleito novo presidente da Federação Italiana de Futebol
-
Cristiano Ronaldo é um problema para Portugal na Copa do Mundo?
-
Trabalhadores humanitários são detidos no Afeganistão por usar barba muito curta
-
EUA suspende sanções ao petróleo iraniano
-
Reuniões na Suíça lançaram 'bases muito boas' para acordo com Irã, diz Vance
-
Zagueiro alemão Schlotterbeck está fora da Copa devido a lesão no tornozelo
-
Bases militares dos EUA, megapresídios, dolarização: as propostas do presidente eleito da Colômbia
-
Lado direito, o pesadelo de Ancelotti na Copa do Mundo
-
Ex-presidente do Fed Alan Greenspan morre aos 100 anos
-
Natto, a soja fermentada japonesa que desperta curiosidade e repulsa
-
Messi pode se tornar o maior artilheiro das Copas nesta segunda-feira
-
Hospitais africanos podem ficar sem anestesia para crianças em 2027
-
Starmer renuncia e abre caminho para ala esquerdista do Partido Trabalhista
-
Starmer, o político que quis transformar o Reino Unido e perdeu o apoio do partido
-
Ex-ministro espanhol próximo de Pedro Sánchez é condenado a 24 anos de prisão
-
Papa Leão XIV denuncia obstáculos burocráticos à ajuda humanitária
Vinte anos depois do 11-M, uma Espanha dividida presta homenagem às vítimas
A Europa prestou homenagem, nesta segunda-feira (11), em Madri às vítimas dos atentados no continente, por ocasião do vigésimo aniversário dos ataques a bomba contra trens que deixaram 192 mortos na capital espanhola e cujos eventos comemorativos reacenderam antigas controvérsias políticas.
Os inúmeros atos em Madri para relembrar os atentados islamistas contra vários trens suburbanos de 11 de março de 2004 (conhecidos como 11-M), os mais sangrentos ocorridos na Espanha, colocaram mais uma vez sobre a mesa o debate sobre se o governo de direita da época, presidido por José María Aznar, escondeu informações do país sobre os ataques para não ser prejudicado eleitoralmente.
As instituições europeias decidiram em 2004 fazer do dia 11 de Março o Dia Europeu das Vítimas do Terrorismo, relembrado todos os anos em um país diferente.
Organizada pela Comissão Europeia, e presidida pelo rei Felipe VI, a cerimônia oficial ocorreu na Galeria das Coleções Reais, museu localizado perto do Palácio Real, na presença de centenas de personalidades.
"A história do terrorismo na Europa é a história do sofrimento compartilhado, mas também da solidariedade entre todos os europeus", disse Felipe VI em seu discurso.
"Quem conheceu de perto aquela manifestação extrema de violência nunca poderá esquecê-la, assim como cidades como Nova York, Londres, Paris, Oslo, Barcelona, Nice, Bruxelas e tantas outras nunca a esquecerão", afirmou o presidente do governo, Pedro Sánchez.
- "Irreparável" -
Foi "um dia que fraturou as nossas vidas de forma irreparável", disse Ana Cristina López Royo, que perdeu o marido nos atentados de Madri, e que foi uma das três vítimas, ou familiares das vítimas dos atentados, que discursaram no ato.
Ao longo do dia houve eventos em memória do massacre de Atocha. O primeiro ocorreu às 09h00 (horário local), na central praça Puerta del Sol, com a participação do prefeito da cidade e da presidente da comunidade autônoma de Madri, que depositaram uma coroa de flores.
Na estação Atocha, epicentro dos ataques, os transeuntes prestaram homenagem diante de um memorial subterrâneo azul inaugurado no dia anterior, substituindo um anterior que havia sido desmontado devido às obras de ampliação de uma linha de metrô.
Em 11 de março de 2004, durante a hora do rush matinal, dez bombas com temporizador colocadas em quatro trens suburbanos com destino à estação de Atocha explodiram com poucos minutos de intervalo, causando 192 mortes e quase 2.000 feridos, no ataque jihadista mais sangrento do século XXI na Europa.
Confrontada durante anos com a violência da organização armada separatista basca ETA, a Espanha estava "acostumada" com os ataques, mas o atentado 11-M superou qualquer magnitude anterior.
O governo de Aznar apontou imediatamente a ETA como responsável pelo massacre, tese que manteve enquanto surgiam indícios que apontavam para o jihadismo.
Sendo assim, a Al-Qaeda, organização liderada por Osama bin Laden, assumiu a responsabilidade pelos ataques e apresentou-os como retaliação pela participação da Espanha na invasão do Iraque junto aos Estados Unidos.
- Mentira e infâmia -
Nas grandes manifestações de protesto contra os ataques, que ocorrem desde 12 de março, os manifestantes criticaram o governo e Aznar, a quem chamaram de "mentiroso". O seu partido, o Partido Popular (PP), acabou perdendo as eleições realizadas apenas três dias depois dos ataques e às quais chegou como favorito.
O debate continua vivo vinte anos depois, e os críticos de Aznar acusam-no de ter tentado esconder a responsabilidade da Al-Qaeda por medo de que os espanhóis o obrigassem a pagar nas urnas pelo apoio aos Estados Unidos, que foi amplamente rejeitado pela sociedade espanhola.
Nas inúmeras reportagens que surgiram na mídia às vésperas do vigésimo aniversário, muitos depoimentos reiteraram as críticas a Aznar, e a fundação que preside, a FAES, quebrou o silêncio nesta segunda-feira para defendê-lo.
"Esse Governo não ignorou nenhum relatório policial ou de inteligência que contradissesse a sua atitude ou a sua política de comunicação naqueles dias", afirmou a FAES.
"Nunca, jamais chegou às mãos do Governo qualquer documento oficial que descartasse definitivamente a autoria da ETA e afirmasse a responsabilidade jihadista sem hesitação", insistiu.
A esquerda respondeu que Aznar deveria pedir desculpas pela "mentira" e "infâmia" que cometeu na época, disse o socialista Alfonso Rodríguez Gómez de Celis.
Ch.P.Lewis--AT