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Julgamento por tentativa de homicídio de Cristina Kirchner vai começar em junho
O julgamento pela tentativa de homicídio da ex-presidente argentina Cristina Kirchner, em setembro de 2022, em frente à sua residência, vai começar em 26 de junho, confirmou a promotora nesta sexta-feira (8).
A data de início do julgamento, confirmada à AFP pela promotora Gabriela Baigún, foi anunciada quase um ano e sete meses depois do atentado contra a então vice-presidente argentina.
No processo no Tribunal Oral Federal 6 vão depor 277 testemunhas, entre elas a própria Kirchner, informou a imprensa local.
Em 1º de setembro de 2022, Fernando Sabag Montiel, armado com uma pistola, se misturou a um grupo de simpatizantes reunido em frente à residência de Kirchner, aproximou-se dela e engatilhou a arma várias vezes, sem conseguir efetuar os disparos.
Sabag Montiel, de 35 anos, e sua namorada, Brenda Uliarte, de 23, são acusados de coautoria de "homicídio duplamente qualificado por dolo e pelo concurso premeditado de duas ou mais pessoas, agravado pelo uso de uma arma de fogo, em nível de tentativa".
Nicolás Carrizo, de 27 anos, e que empregava o casal como vendedores ambulantes, é considerado "partícipe necessário".
Naqueles dias, um tribunal julgava a ex-presidente (2007-2015) por um caso de corrupção, pelo qual ela foi em seguida condenada a seis anos de prisão e inabilitação política, sentença da qual apelou e atribuiu a uma perseguição.
Na semana passada, um tribunal começou a revisar a sentença, que a Promotoria pede para aumentar de seis para 12 anos de prisão. A ex-presidente decidiu não se candidatar a nenhum cargo nas eleições de outubro passado.
Em setembro de 2023, ao se completar um ano da tentativa de homicídio, o então presidente Alberto Fernández havia condenado a "lentidão singular" da justiça argentina para avançar sobre o caso.
Também no ano passado, o advogado de Uliarte, Carlos Telleldín, disse que sua cliente vai depor em julgamento que as pessoas que se aproximavam para hostilizar Kirchner na porta de sua casa foram pagas por funcionários do governo da Cidade de Buenos Aires, a cargo do prefeito opositor de direita Horacio Rodríguez Larreta.
O julgamento contra Fernando Sabag, Brenda Uliarte e Nicolás Carrizo, que estão detidos, será presidido pelos juízes Sabrina Namer, Ignacio Fornari e Adrián Grünberg.
A ex-vice-presidente pediu à justiça, sem sucesso, que sejam investigados supostos vínculos dos detidos com pessoas próximas do ex-presidente Mauricio Macri, e que seja incorporado ao processo.
A.Clark--AT