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Rival republicana critica Trump por silêncio sobre Navalny
Nikki Haley, adversária de Donald Trump nas primárias republicanas, criticou neste domingo (18) o ex-presidente por seu silêncio sobre a morte do líder da oposição russa Alexei Navalny, bem como por suas polêmicas declarações sobre a relação com a Otan.
"O fato de ele não dizer nada sobre Navalny significa que: ou ele está do lado do [presidente russo Vladimir] Putin e acha legal que Putin tenha matado um de seus oponentes políticos, ou ele simplesmente não acha que isso seja grande coisa", disse Haley, em declarações à emissora de televisão ABC.
"Qualquer uma dessas opções é preocupante, é um problema", acrescentou a pré-candidata republicana e ex-embaixadora dos Estados Unidos na ONU, que está muito atrás de Trump na corrida pela indicação republicana para as eleições presidenciais de novembro.
A morte ainda não explicada de Navalny, aos 47 anos, em uma colônia penal no Ártico russo, provocou duras condenações de personalidades e governantes de todo o mundo, a começar pelo presidente americano Joe Biden, que acusou Putin diretamente.
Mas Trump, o provável adversário de Biden nas eleições de novembro, ainda não disse uma palavra a respeito desde que soube da morte de Navalny na sexta-feira.
O comitê de campanha do ex-presidente, ao qual foi solicitado um comentário, enviou um link aos jornalistas para uma publicação na plataforma Truth Social de Trump que diz: "Os Estados Unidos já não são respeitados porque temos um presidente incompetente que é fraco e não entende o que o Mundo está pensando".
A publicação não faz nenhuma menção a Navalny, Rússia ou Putin.
O silêncio de Trump acontece dias depois de ele surpreender os países aliados do Ocidente ao dizer que, se chegasse ao governo dos Estados Unidos, não defenderia, mas, ao invés disso, "incentivaria" a Rússia a atacar os membros da aliança militar da Otan que não cumprem com suas obrigações financeiras.
Suas palavras causaram mal-estar, justamente no momento em que acontecia uma importante conferência de segurança global em Munique, na Alemanha, o que provocou uma advertência do secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, de que Trump não deveria "minar" a segurança da aliança.
Biden também criticou o comentário do magnata republicano, classificando-o de "perigoso" e "antiamericano".
P.Smith--AT