-
Partido de Putin desponta como vencedor em eleições russas marcadas por ataque ucraniano
-
Merz enfrenta novas pressões após duras derrotas eleitorais na Alemanha
-
Secretário do Tesouro dos EUA exalta sucesso da reunião com a China sobre comércio e IA
-
Exército de Israel detém suposto autor de ataque mortal contra colono na Cisjordânia
-
Juventus e Milan se aproximam dos líderes no Campeonato Italiano
-
Presidente interina da Venezuela vai participar da Assembleia Geral da ONU
-
PSG vence clássico e afunda Olympique na zona de rebaixamento; Monaco segue líder
-
Incêndio ameaça joia turística dos Andes colombianos
-
Economia do Irã desaba durante a guerra no Oriente Médio
-
Juventus vence Atalanta e se aproxima dos líderes no Italiano
-
Espanhol "La Bola Negra" ganha prêmio principal do Festival de Toronto
-
Avanços da extrema direita e da extrema esquerda em eleições regionais abalam governo Merz
-
City vence Sunderland em jogo eletrizante e se isola na liderança do Inglês
-
Presidente nega ter "política de vingança" contra tribunal de paz da Colômbia
-
França, Canadá, EUA e China devem "unir forças" por uma IA "segura", diz premiê canadense
-
Ataque maciço ucraniano atinge Moscou no encerramento das legislativas
-
Lille perde para Nice e liderança do Francês fica com o Monaco
-
Avanços da extrema direita e da extrema esquerda nas eleições regionais abalam o governo Merz
-
Real Madrid perde para Atlético e deixa Barcelona escapar na liderança do Espanhol
-
Fiorentina empata com Napoli e se mantém invicta com Paolo Vanoli
-
Itália quer proibir a burca nas escolas, diz Meloni
-
Eleições regionais na Alemanha podem abalar o governo de Merz
-
Presidente do PSG é investigado na França por conflito de interesses
-
Drones ucranianos atingem Moscou no último dia das eleições legislativas
-
Coreia do Norte lança dois mísseis balísticos em direção ao mar
-
Israel anuncia detenção de suposto autor de ataque na Cisjordânia
-
Eleições regionais na Alemanha pode abalar o governo de Merz
-
Coreia do Norte lança dois projéteis no Mar do Leste
-
Rússia enfrenta grande ataque de drones ucranianos no último dia das eleições legislativas
-
Irã informou aos Estados Unidos condições para reabertura de Ormuz
Milei enfrenta primeira greve geral na Argentina, 45 dias após assumir
O presidente argentino, Javier Milei, enfrenta nesta quarta-feira (24) a primeira greve geral em apenas 45 dias de governo, contra seu rígido ajuste fiscal e um gigantesco plano de reformas de leis e normas há décadas em vigor.
O maior sindicato argentino convocou a greve em repúdio, principalmente, às mudanças decretadas por Milei no regime trabalhista, que limitam o direito à greve e afetam o financiamento dos sindicatos.
As mundialmente famosas organizações Mães e Avós da Praça de Maio, sindicatos e organizações de direitos humanos de todo o país aderiram à greve.
"É uma forma de apoiar esta decisão do povo de organizar um protesto e chamar a atenção para a situação que vivemos com este governo tão estranho", disse a presidente das Avós, Estela De Carlotto, na terça-feira (23).
Organizações cidadãs e sindicais de todo o mundo também se mobilizaram a favor dos manifestantes argentinos.
No Uruguai, o PIT-CNT, único sindicato de trabalhadores, convocou uma manifestação de repúdio às "medidas antipopulares" de Milei, "que ameaçam a vida, os direitos e a liberdade dos trabalhadores e do povo argentino".
Também estão previstos eventos de apoio em Madri, Londres, Berlim e Paris, entre outras cidades.
A greve geral é convocada pela maior central sindical da Argentina, a Confederação Geral do Trabalho (CGT), de orientação peronista, e recebeu o apoio da Confederação de Trabalhadores Argentinos (CTA), a segunda maior.
- Primeiro desafio -
Será a primeira manifestação nacional contra o governo e suas drásticas medidas para conter uma inflação anual de 211%, um recorde em 30 anos.
Em dezembro, em termos interanuais, o consumo caiu 13,7%, e a produção nas pequenas indústrias, 26,9%, segundo a câmara empresarial CAME.
Além disso, a desvalorização de 50% e a liberação dos preços dos combustíveis, entre outras decisões de Milei, reduziram drasticamente o poder de compra dos trabalhadores e aposentados, e a insatisfação foi parar nas ruas.
Diversas pesquisas mostram, no entanto, que o presidente mantém uma imagem positiva entre 47% e 55%.
A greve durará 12 horas a partir do meio-dia e começará com uma marcha da sede da CGT, a poucos quarteirões da Praça de Maio, até o Congresso.
"O que a greve de quarta-feira vai mostrar é que há duas Argentinas. Há uma Argentina que quer ficar para trás, no passado, na decadência", disse Milei esta semana.
- Serviços essenciais -
O mega Decreto de Necessidade e Urgência (DNU), com 366 artigos, introduz várias mudanças na antiga e consolidada legislação trabalhista argentina, em especial sobre o direito à greve.
Milei exige coberturas mínimas de 75% em serviços essenciais como educação, transporte e alimentação, entre outros, e incentiva demissões de grevistas por justa causa.
O DNU também regulamenta assembleias trabalhistas, condiciona a arrecadação de fundos sindicais e reduz indenizações por demissão.
A CGT questionou a constitucionalidade do capítulo trabalhista do megadecreto na Justiça, que suspendeu seus efeitos provisoriamente. O governo recorreu da decisão, e o caso foi elevado à Suprema Corte, atualmente em recesso.
M.King--AT