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Hamas afirma que seis bebês e nove pacientes morreram no hospital Al Shifa em Gaza
O Ministério da Saúde do governo do Hamas anunciou nesta segunda-feira (13) que "seis bebês prematuros" e "nove pacientes da unidade de terapia intensiva" morreram por falta de energia elétrica no hospital Al Shifa na Faixa de Gaza, território palestino cercado e bombardeado por Israel.
O hospital Al Shifa, o maior de Gaza, sofreu cortes de energia elétrica nos últimos dias. O centro médico também está sitiado e sob ameaça por violentos combates entre as tropas israelenses e os combatentes do movimento islamista palestiniano Hamas.
Yusef Abu Rish, vice-ministro da Saúde do governo do Hamas, afirmou à AFP que todos os hospitais do norte da Faixa de Gaza estão "fora de serviço".
A proximidade dos combates ameaça a situação de centenas de pacientes e de milhares de pessoas que se refugiaram no hospital de Al Shifa.
Israel anunciou no sábado que está disposto a ajudar na transferência dos bebês da unidade de pediatria para um local mais seguro, mas a operação não foi concretizada e o hospital continua exposto à ofensiva terrestre de Israel no território governado pelo Hamas.
O Exército israelense também informou que seus soldados entregara, 300 litros de combustível para o hospital.
O diretor do centro médico, Mohammad Abu Salmiya, afirmou que recebeu uma ligação do Exército e foi informado que o combustível seria deixado a 500 metros do hospital.
"Eu disse a eles que, se querem ajudar, precisamos de pelo menos 8.000 litros para fazer o principal gerador funcionar e salvar centenas de pacientes e feridos", contou.
Israel prometeu "aniquilar" o Hamas após o violento ataque executado por integrantes do grupo islamista em seu território em 7 de outubro, uma ofensiva que matou quase 1.200 pessoas, a maioria civis, segundo as autoridades. Mais de 200 pessoas foram sequestradas.
Desde o início da ofensiva terrestre, 44 soldados israelenses morreram na Faixa de Gaza.
Segundo o Ministério da Saúde do Hamas, mais de 11.100 pessoas morreram na ofensiva israelense, a maioria civis e incluindo muitos menores de idade.
O.Brown--AT