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Biden diz que Israel deve fazer 'todo o possível' para proteger civis
O presidente americano, Joe Biden, afirmou, nesta quarta-feira (25), que Israel tem o direito de responder ao ataque do Hamas, mas que deve fazer "todo o possível" para proteger os civis.
Biden também ressaltou, durante coletiva de imprensa com o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, que não exigiu que Israel adiasse uma incursão terrestre pela Faixa de Gaza.
"Israel tem o direito e, eu acrescentaria, a responsabilidade de responder ao massacre de seu povo", declarou o presidente americano no Jardim das Rosas da Casa Branca. Ele acusou o Hamas, que governa a Faixa de Gaza, de "se esconder atrás" de civis palestinos enquanto Israel bombardeia o território, mas advertiu que Israel deve respeitar "as leis da guerra".
"Israel tem que fazer tudo o que estiver ao seu alcance, por mais difícil que seja, para proteger os civis inocentes. É difícil", reconheceu. Biden também disse que os ataques de colonos israelenses contra palestinos na Cisjordânia devem parar: "Isso é jogar gasolina no fogo. Estão atacando os palestinos em lugares que lhes pertencem por direito. Isso tem que parar agora."
Israel bombardeia Gaza desde 7 de outubro, quando homens armados do movimento islamita palestino Hamas cruzaram a fronteira e mataram 1.400 pessoas, a maioria civis, e fizeram reféns outras 222, segundo autoridades israelenses, no pior ataque da história de Israel desde sua criação, em 1948.
Até agora, mais de 6.500 palestinos morreram, a maioria também civis, nos ataques israelenses em represália, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, chefiado pelo Hamas. No entanto, Biden questionou o número de vítimas civis reportado pelos palestinos. "Estou certo de que morreram inocentes, é o preço de se fazer a guerra", disse. "Mas não confio no número apresentado pelos palestinos."
Veículos de comunicação americanos noticiaram que Biden pressionou o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, a adiar uma incursão terrestre por Gaza até que o Hamas liberte os reféns, o que o democrata negou.
"O que lhe indiquei foi que, se é possível retirar essas pessoas de forma segura, isso é o que ele deve fazer. É decisão dele", explicou Biden. "Mas eu não exigi" que adiasse a incursão, ressaltou.
R.Lee--AT