-
Unesco pode ser "moderador" no debate sobre IA, afirma diretor
-
Ucrânia, Irã, Gaza e IA no centro do debate na ONU
-
Polícia espanhola transfere migrantes para o porto de Ceuta
-
Político de extrema direita anuncia candidatura à presidência da França
-
Rússia tem eleições legislativas marcadas pela guerra na Ucrânia
-
Flamengo empata com Del Valle (1-1) e vai à semifinal da Libertadores
-
NY Times afirma que Microsoft e OpenAI sabiam que usar artigos jornalísticos era roubo
-
Marcelo Gallardo é apresentado como novo técnico da seleção do Equador
-
Juventus e Crystal Palace começam a Liga Europa com goleadas
-
Meta é criticada internamente por proteções 'insuficientes' contra deepfakes
-
Congressista republicana de origem cubana diz a Trump que latinos se sentem "traídos"
-
EUA volta a negar visto ao líder palestino Abbas para Assembleia da ONU
-
Com gol de Allan, Manchester City atropela Norwich na Copa da Liga Inglesa
-
Venezuela desbloqueia sites de notícias censurados há anos
-
Combates entre forças do governo e houthis deixam dezenas de mortos no Iêmen
-
Milei envia ao Congresso PL para endurecer sanções à exploração de recursos nas Malvinas
-
Rio habitado por crocodilos receberá remo e canoagem nos Jogos de Brisbane-2032
-
Federação inglesa pede divulgação de documentos sobre projeto fracassado de Infantino
-
Príncipe Harry aparece em público após retorno para o Reino Unido
-
EUA inclui empresas militares e do setor do níquel de Cuba à sua lista de sanções
-
EUA concede vistos para delegação do Irã participar da Assembleia Geral da ONU
-
Klopp estreia como técnico da Alemanha com lista dupla de 44 jogadores
-
Como está a disputa tarifária entre EUA e China antes da cúpula Trump-Xi?
-
Macron busca apoio internacional para mobilizar Exército libanês e desarmar Hezbollah
-
França propõe grande ajuste fiscal para melhorar finanças públicas
-
Charles III alerta executivos de tecnologia sobre 'perigos existenciais' da IA
-
É possível 'desligar' uma inteligência artificial?
-
Pescadores franceses bloqueiam portos devido aos preços da gasolina
-
Trump receberá Xi com grande pompa, mas poucas expectativas
-
Foto da AFP mostra Trump examinando imagem de aparente demolição do Kennedy Center
-
Mbappé é criticado por direita e extrema direita em episódio com camisa de Ceuta
-
Onda de feminicídios acende alerta na África do Sul
-
Novos ataques no Iêmen e na Arábia Saudita deixam ao menos cinco mortos
-
Esquerda conquista vitória apertada em eleições na Suécia
-
O que mudaria na UE com a nova lei sobre crianças e redes sociais?
-
Documento asteca histórico retorna ao México emprestado pela França
-
Presidente da Turquia concorrerá a novo mandato apesar de limite constitucional
-
Carney ignora ameaças de Trump e celebra 'nova aliança' do Canadá com a UE
-
Novo teste para o governo alemão após vitória da extrema direita nas eleições regionais
-
Esquerda conquista vitória apertada nas eleições da Suécia
-
Reforma da 'lei transgênero' na Índia deixa muitos em um limbo
-
Dois quadros de Monet, nunca antes exibidos ao público, serão leiloados em Paris
Israel retoma controle de sua fronteira com Gaza
Israel anunciou, nesta terça-feira (10), que havia retomado o controle das áreas em torno da Faixa de Gaza e seguiu bombardeando o enclave, contra o qual declarou um cerco total em uma guerra que já deixou milhares de mortos desde a ofensiva lançada no sábado pelo movimento islamita Hamas.
"Já estamos em meio à campanha, mas isto é apenas o começo. Venceremos com a força, com muita força", advertiu o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, na noite de segunda-feira.
As forças de segurança "recuperaram mais ou menos o controle da fronteira" com Gaza, mas "as infiltrações podem continuar", disse o porta-voz militar Richard Hecht.
Na segunda-feira, Israel impôs um "cerco total" à Faixa de Gaza para que não chegue ao território "nem eletricidade, nem comida, nem água, nem gás", nas palavras de seu ministro da Defesa.
Além disso, ordenou a seus cidadãos que evacuem todas as localidades no entorno de Gaza, gerando temores de uma iminente ofensiva terrestre neste pequeno território de 360 km², onde 2,3 milhões de palestinos, já sob bloqueio israelense há 16 anos, vivem de forma precária.
Por sua vez, o Hamas ameaçou executar os cerca de 150 reféns sequestrados em Israel, incluindo crianças, mulheres, idosos e os jovens capturados em um festival de música eletrônica.
Os milicianos mataram 250 pessoas nesse festival.
Outro massacre ocorreu no kibutz de Be'eri, onde foram mortas "mais de 100 pessoas", informou à AFP um porta-voz da ONG Zaka, que participou da identificação das vítimas.
Os paramilitares "atiraram contra todos, assassinaram a sangue frio crianças, bebês, idosos, todos", afirmou.
O Hamas lançou mais de 5.000 foguetes durante sua incursão, de uma magnitude sem precedentes desde a criação do Estado de Israel, em 1948.
- Balanços de mortos não param de aumentar -
Mais de 900 pessoas, incluindo muitos estrangeiros, morreram e outros 2.616 ficaram feridos desde o sábado em território israelense. O Exército também indicou que havia encontrado corpos de 1.500 combatentes do Hamas.
Do lado palestino, 765 pessoas morreram nos bombardeios israelenses em Gaza, e 4.000 ficaram feridas, segundo as autoridades locais.
Quatro jornalistas palestinos perderam a vida em um bombardeio de Israel na cidade de Gaza.
Um morador do enclave, Muhammad Najib, de 70 anos, relatou que deixou sua casa na segunda-feira após os avisos dos israelenses e que, ao retornar ao seu bairro, Al Rimal, na terça-feira, encontrou uma "cena aterrorizante".
"Todo o setor estava devastado, muitas casas estavam totalmente destruídas", afirmou. O que ocorreu "é culpa de crianças e mulheres?", questionou.
No hospital Al Shifa, que atende a população do enclave, a situação é catastrófica.
"Estamos tratando de muitos feridos, principalmente mulheres e crianças que chegam ao mesmo tempo", disse à AFP o médico da emergência Mohammad Ghoneim, sendo interrompido pela chegada de novos feridos: três mulheres, duas crianças, um idoso e dois jovens.
Na segunda-feira, o Hamas ameaçou executar os reféns sequestrados em Israel.
"Cada ataque contra nosso povo sem aviso prévio será respondido com a execução de um dos reféns civis", advertiu o braço armado da organização islamita.
Na terça-feira, o Hamas relatou que dois de seus líderes foram mortos nos ataques israelenses.
Tratam-se de Zakaria Muammar, responsável pelos assuntos econômicos de Gaza, e Jawad Abu Shamala, que coordenava os contratos com outros grupos palestinos e atuava como chefe de relações nacionais do Hamas.
O Exército israelense bombardeou o posto fronteiriço de Rafah, que liga a Faixa de Gaza ao Egito, três vezes em 24 horas. Este ponto é a única saída do enclave palestino que não está sob o controle de Israel.
Netanyahu comparou o ataque do Hamas às atrocidades cometidas pelo grupo Estado Islâmico (EI): "os terroristas do Hamas amarraram, queimaram e executaram crianças (...) São selvagens. O Hamas é o EI", declarou.
Pelo terceiro dia consecutivo, Israel foi alvo de disparos de foguetes do sul do Líbano e respondeu bombardeando essa região. Esses últimos ataques foram reivindicados pelas brigadas Al Qasam, braço armado do Hamas.
- ONU e UE contra o "cerco total" -
A ONU alertou que o "cerco total" imposto por Israel a Gaza é "proibido" pelo Direito Internacional Humanitário e que, desde o início deste confronto, mais de 187.500 pessoas dentro da Faixa de Gaza foram obrigadas a deixar o local.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu, por sua vez, a abertura de um corredor humanitário na região para permitir o envio de material médico essencial à população.
A União Europeia (UE) também criticou essa decisão.
No Irã, o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, negou mais uma vez o envolvimento de seu país na operação do Hamas, ao mesmo tempo em que reafirmou o apoio "à Palestina".
Os Estados Unidos, que começaram a enviar ajuda militar a Israel no domingo e a posicionar sua frota aérea-naval no Mediterrâneo, estão prontos para enviar recursos adicionais "para fortalecer sua dissuasão" diante do aumento da tensão regional, afirmou o presidente Joe Biden.
N.Mitchell--AT