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Nagorno-Karabakh conta seus mortos após fuga de armênios
O êxodo de armênios de Nagorno-Karabakh continua nesta sexta-feira (29), um dia depois de ter sido anunciada a dissolução da sua república separatista no território do Azerbaijão, onde aumentou o número de mortos da explosão de um depósito de combustíveis no início da semana.
Em sua fuga das tropas do Azerbaijão pela única estrada que liga este enclave à República da Armênia, os refugiados ocuparam um depósito na segunda-feira para obter combustível.
Uma explosão provocou pelo menos 170 mortes, segundo um balanço atualizado divulgado nesta sexta-feira pelas autoridades separatistas do enclave montanhoso. A revisão foi drástica, já que o balanço anterior era de 68 mortos e 100 desaparecidos.
"Até o momento, foram encontrados os restos mortais de 170 pessoas", que foram "entregues ao serviço forense", afirmaram as autoridades em um comunicado.
A tragédia deixou 349 pessoas feridas, a maioria com queimaduras graves.
Quase 600 pessoas morreram na ofensiva relâmpago executada pelas forças do Azerbaijão, que forçou a rendição dos separatistas armênios em 20 de setembro.
Os combates deixaram cerca de 200 soldados mortos de ambos os lados.
A rendição provocou o êxodo de dezenas de milhares de civis armênios deste enclave, que fica dentro das fronteiras internacionais do Azerbaijão e foi cenário de duas guerras, uma no início da década de 1990 e outra em 2020.
- Memórias queimadas -
As autoridades da república, conhecida pelos armênios como Artsakh, decretaram, na quinta-feira, a autodissolução a partir de 1º de janeiro. O anúncio foi recebido com dor na República da Armênia, onde um apresentador de televisão começou a chorar ao ler a notícia, uma imagem que se tornou viral no país.
Em poucos dias, 88.780 pessoas, ou seja, quase 75% dos 120.000 habitantes do território, abandonaram suas casas, segundo o balanço mais recente publicado por Ierevan.
Os armênios de Nagorno-Karabakh temem retaliações por parte do Azerbaijão, que com esta vitória militar recuperará efetivamente o território que escapou ao seu controle durante três décadas.
Nagorno-Karabakh, de maioria armênia e cristã, separou-se do Azerbaijão, de maioria muçulmana, durante a desintegração da União Soviética.
Desde então, os armênios do enclave, que contaram com o apoio de Ierevan, permaneceram em confronto com o governo do Azerbaijão, contra o qual travaram duas guerras, uma de 1988 a 1994 e a segunda em 2020, quando perderam vários territórios.
Entre os refugiados que a AFP encontrou na cidade armênia fronteiriça de Goris, todos ressaltam a "crueldade" deste último conflito e o terror com a chegada de soldados inimigos.
Muitos deles, nesta região militarizada onde todos os homens têm experiência de exército e combate, dizem ter queimado seus uniformes, documentos militares e outros objetos.
"Fotos de família, nossas memórias, os livros de história de nossos heróis. Não queremos que os azerbaijanos os sujem", disse uma jovem chamada Larissa.
O primeiro-ministro armênio, Nikol Pashinyan, acusou o país vizinho de "limpeza étnica" e alertou que nos próximos dias não haverá mais armênios no enclave.
Baku negou a acusação e disse que os armênios estão saindo "por vontade própria".
"Ninguém acredita na convivência entre as duas comunidades. Nem os armênios nem os azerbaijanos estão preparados para essa opção", disse Bayram Balci, pesquisador da faculdade francesa de Ciências Políticas Sciences Po.
Segundo Ierevan, o medo dos habitantes foi alimentado pelas "detenções ilegais" entre os civis em fuga.
"Todos foram acusados de terrorismo ou de traição por terem publicado (nas redes sociais) mensagens que questionavam a guerra", afirmou Zhala Bayramova, advogada especializada em direitos humanos e filha de um opositor preso em Baku.
"Portanto, quando o governo (do Azerbaijão) diz que vai tratar bem os armênios e com dignidade, é totalmente falso", afirma esta advogada.
burs-anb/avl/mar/aa/fp
A.Anderson--AT