-
Itália suspende acordo de defesa com Israel
-
Haiti, um país devastado cujo coração bate ao ritmo do futebol
-
FMI revisa em alta, a 2,3%, crescimento para América Latina e Caribe em 2026
-
Aplicar imposto sobre super-ricos na América Latina é viável?
-
Guerra no Irã começa a afetar a economia mundial, alerta FMI
-
Começa novo julgamento sobre morte de Maradona, um ano após escândalo
-
Papa percorrerá os passos de Santo Agostinho no 2º dia de sua visita à Argélia
-
Chanceler russo denuncia em Pequim os 'jogos muito perigosos' dos EUA e seus aliados na Ásia
-
Líbano e Israel se reúnem para suas primeiras conversas diretas em décadas
-
Sony Pictures apresenta trechos de "Homem-Aranha: Um Novo Dia" na CinemaCon
-
María Corina Machado defende convocar eleições na Venezuela 'o mais rápido possível', disse à AFP
-
Espanha desafia tendência e aprova regularização de migrantes
-
Partido do premiê canadense conquista maioria absoluta en Parlamento
-
Novo Nordisk anuncia aliança com a OpenAI para o desenvolvimento de medicamentos
-
Phil Collins, Iron Maiden e Oasis entram para o Hall da Fama do Rock
-
Dois deputados renunciam e outros dois podem ser expulsos da Câmara nos EUA
-
Eleições são encerradas no Peru após 2º dia inédito de votação, com filha de Fujimori na liderança
-
Luis Enrique alerta sobre visita do PSG a Anfield: "é uma partida-armadilha"
-
Paciente tem remissão de HIV após 'golpe de sorte'
-
Presidente da Venezuela comemora avanços no setor petrolífero em assinatura de acordos com Chevron
-
Aos 41 anos, LeBron segue brilhando e é eleito Jogador da Semana
-
Empresária do caso Ronaldinho é enviada para a prisão no Paraguai
-
McDonald's, Irã e papa: a coletiva de imprensa incomum de Trump
-
Leeds vence United em Old Trafford e ganha fôlego contra o rebaixamento no Inglês
-
Justiça paraguaia manda para prisão empresária acusada de falsificar documentos de Ronaldinho
-
Trump ameaça destruir qualquer navio iraniano que desafie bloqueio
-
Sindicatos convocam passeata para exigir eleições na Venezuela
-
Presidenciais são retomadas no Peru após incidentes; direita lidera contagem preliminar
-
Carlos Queiroz é anunciado como técnico de Gana às vésperas da Copa do Mundo
-
Alcaraz diz que batalha pessoal com Sinner é uma motivação extra
-
Trump apaga publicação em que aparece como Jesus após indignação pública
-
Real Madrid e Barça buscam viradas na Champions; PSG e Arsenal perto da semifinal
-
Neymar na contagem regressiva: 10 jogos pelo Santos para convencer Ancelotti
-
Filme centenário de Georges Méliès é encontrado nos EUA
-
Noboa espera superar crise diplomática com Colômbia após eleições presidenciais
-
Trump ameaça 'eliminar' qualquer navio iraniano que tente violar bloqueio dos portos
-
'Temos que acreditar', diz Flick antes de decisão contra o Atlético na Champions
-
SCANDIC COIN — цифровая валюта в рамках закрытой экосистемы
-
SCANDIC COIN, moeda digital dentro de um ecossistema fechado
-
Liverpool precisa de atuação 'excepcional' para passar pelo PSG na Champions, diz Slot
-
Polícia encontra explosivo perto do local do show de Shakira em Copacabana
-
'O futebol nos pôs no mapa-múndi', diz primeiro-ministro de Curaçao
-
Rival de Orbán, Peter Magyar promete 'nova era' após vencer eleições na Hungria
-
Papa inicia visita histórica à Argélia e rejeita 'debate' com Trump
-
Peru retoma eleições para cerca de 50 mil cidadãos impedidos de votar no domingo
-
Casa de Maradona se torna refeitório popular que honra sua memória
-
Empresa francesa de cimento Lafarge é condenada por 'financiar o terrorismo' na Síria
-
CinemaCon começa com otimismo por recuperação das bilheterias
-
'Não sintam medo, sintam orgulho', Karol G homenageia latinos no Coachella
-
Luísa Sonza fala sobre 'experiência única' ao estrear no Coachella
Tristeza e caos na fronteira entre Armênia e Nagorno-Karabakh
Milhares de homens, mulheres e crianças deixaram o disputado enclave de Nagorno-Karabakh nesta terça-feira (26) sob a supervisão de soldados do Azerbaijão.
Do lado azerbaijano da ponte Hakari, no posto fronteiriço instalado em abril por Baku e que bloqueia o acesso ao corredor de Lachin – única rota que liga a Armênia ao enclave –, a fila de carros não para de aumentar.
Após a ofensiva militar relâmpago de Baku contra as tropas de Nagorno-Karabakh, o Azerbaijão reabriu no domingo este posto estratégico no qual moradores da região disputada fogem com o que restou de sua antiga vida.
Alguns veículos, velhos carros Lada soviéticos ou reboques, devem passar por detectores. Mas para a maioria a parada dura apenas alguns segundos.
A fiscalização dos soldados azerbaijanos, ora furtiva, ora mais rígida, pede para verificar cofres e para que os homens desçam de seus veículos e olhem para as câmeras de vigilância.
"Olhem para cima!", ordenam. Com isto, as autoridades de Baku procuram identificar possíveis autores de "crimes de guerra" que tentam fugir deste enclave, disse à AFP uma fonte do governo do Azerbaijão.
"Nos expulsaram", disse um homem ao atravessar a ponte em direção à Armênia.
- 80 quilômetros em 24 horas -
Após cruzarem a fronteira, poucos refugiados aceitam dar entrevistas. Alguns dizem que foram obrigados a deixar suas casas e que desejam voltar ao enclave, habitado por uma população majoritariamente armênia.
"Os armênios nos pediram para sair. Vou para Ierevan, tenho filhos lá. Mas quero voltar aqui com eles", diz o armênio Hrant Haroutounian, de 83 anos.
Outros afirmam que os soldados de Nagorno-Karabakh pediram para que deixassem a região enquanto as tropas de Baku avançavam.
A cinco quilômetros de distância, em Kornidzor, está o primeiro posto de controle armênio.
Muitos dos deslocados relataram que levaram um dia inteiro para percorrer os 80 quilômetros que separam a "capital" do enclave, Stepanakert, da fronteira. Uma viagem que tiveram que fazer sem comida e, em alguns casos, sem água.
"Saí de casa para continuar viva. Que o mundo saiba que agora somos cães sem lar", disse uma mulher.
Um pouco mais longe, em Kornidzor, Sveta Moussayelian descansa na casa de uma amiga que conheceu em 2020, durante a guerra anterior entre Ierevan e Baku. É o seu segundo exílio forçado em 50 anos de vida.
"Não sou velha, mas já vivi tantas coisas!", suspira a mulher.
Perto do posto de controle da polícia armênia, centenas de pessoas estacionam seus carros de forma desordenada para esperar por familiares.
"Estou esperando pela família da minha irmã. Eles partiram ontem", diz Artak Soghomonian, completando que não foi possível se comunicar com eles.
Seu irmão também quer deixar Stepanakert, explica o homem de 36 anos, mas ele ainda não encontrou gasolina disponível para abastecer seu carro e poder sair.
A busca por estes combustíveis preocupa, visto que na noite de segunda-feira (25), a explosão em um depósito de combustível invadido na "capital" deixou 20 mortos e 200 feridos.
Embora muitos dos refugiados sigam em direção a Goris, uma pacata cidade armênia de 20 mil habitantes - localizada perto da fronteira com o Azerbaijão -, outros esperam poder retornar a Nagorno-Karabakh.
N.Walker--AT