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EUA: presidente da Câmara de Representantes apoia investigação para depor Biden
O presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, o republicano Kevin McCarthy, cedeu à pressão da ala mais conservadora do partido, nesta terça-feira (12), e deu seu aval à abertura de uma investigação para o impeachment do presidente Joe Biden.
"Estou instruindo nosso comitê da Câmara a abrir um inquérito formal de impeachment", declarou McCarthy, afirmando que o presidente democrata mentiu para o povo americano sobre os negócios de seu filho, Hunter, no exterior.
Hunter Biden, de 53 anos, virou o alvo preferido da direita americana.
Ele é acusado, em particular, de ter realizado acordos questionáveis na Ucrânia e na China enquanto Joe Biden era vice-presidente de Barack Obama (2009-2017), aproveitando os contatos e o nome de seu pai.
A Constituição dos Estados Unidos prevê que o Congresso pode destituir o presidente em caso de "traição, suborno e outros crimes e delitos graves".
A abertura de um procedimento de 'impeachment' é pedida há meses pela ala trumpista do Partido Republicano, com a qual McCarthy precisou fazer muitos acordos para chegar ao poder, em janeiro.
No entanto, vários republicanos moderados se opõem a esta investigação porque temem que o procedimento se transforme em um exercício puramente partidário.
Para os democratas, estes esforços da direita não são mais que cortinas de fumaça para ocultar os problemas legais de Donald Trump, acusado quatro vezes em menos de seis meses.
A Casa Branca refutou as declarações de McCarthy. "A Câmara dos Representantes investigou o presidente por nove meses e não encontrou nenhuma prova de irregularidades", disse Ian Sams, porta-voz do governo, na rede social X (antigo Twitter).
O pedido de um processo de julgamento político é "política extrema em sua pior versão", afirmou.
Nenhum presidente foi destituído em um julgamento político na história dos Estados Unidos.
Três foram acusados: Andrew Johnson em 1868, Bill Clinton em 1998 e Trump em 2019 e 2021. Porém, todos foram absolvidos.
Richard Nixon preferiu renunciar em 1974 para evitar uma destituição certa por parte do Congresso devido ao escândalo Watergate.
P.Smith--AT