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Lula pede 'união' em desfile militar pelo Dia da Independência
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva liderou nesta quinta-feira (7) as cerimônias do Dia da Independência e fez um apelo à "união" dos cidadãos, tentando afastar-se do uso político dado por seu antecessor, Jair Bolsonaro, a esses atos.
Em um dia ensolarado em Brasília, o presidente presidiu o desfile cívico-militar pelos 201 anos da Independência, ao longo da emblemática Esplanada dos Ministérios.
Na véspera, em pronunciamento gravado, Lula fez um apelo aos seus compatriotas para celebrarem um dia "nem de ódio, nem de medo e sim de união" e lembrarem que "o Brasil é um só".
O líder de 77 anos também revisou os primeiros oito meses do seu terceiro mandato à frente do país, que já governou em dois mandatos consecutivos entre 2003 e 2010.
"A Independência do Brasil ainda não está terminada. Ela precisa ser construída a cada dia, por todos nós, sobre três grandes alicerces: democracia, soberania e união", afirmou.
Após a cerimônia de duas horas nesta quinta, em que não pronunciou uma palavra, Lula partiu para a Índia, onde participará da cúpula do G20.
Foi um forte contraste com as cerimônias controversas dos últimos dois anos.
Em 2021, Bolsonaro (2019-2022) lançou ataques ao Supremo Tribunal Federal e à Justiça Eleitoral, que abriram investigações contra ele, e garantiu que "só Deus" o tiraria do poder.
Um ano depois, o então candidato à reeleição chamou Lula de "ladrão" e atacou seus governos anteriores e os de sua aliada Dilma Rousseff, abalados por escândalos de corrupção.
Em ambas as datas, o ex-presidente discursou para seus apoiadores em Brasília, em São Paulo e no Rio de Janeiro.
B.Torres--AT