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Candidatos à Presidência do Equador debatem soluções para combater a violência
Construir uma nova prisão, limitar a entrada de estrangeiros com antecedentes criminais e militarizar portos e aeroportos foram as propostas debatidas pelos candidatos à Presidência do Equador, neste domingo (13), dias depois do assassinato de um dos aspirantes ao cargo.
O debate entre os sete candidatos se seguiu a um minuto de silêncio em memória de Fernando Villavicencio, candidato de centro morto a tiros na quarta-feira por um grupo de colombianos às vésperas do primeiro turno das eleições presidenciais, em 20 de agosto.
O candidato Daniel Noboa (direita) compareceu ao debate com um colete à prova de balas, enquanto o advogado indígena Yaku Pérez (esquerda) usou uma faixa preta no peito.
"Vamos fazer essa nova penitenciária do litoral com segurança e tirá-la do centro urbano de Guayaquil", uma das cidades mais violentas do país, sugeriu a candidata Luisa González, alinhada ao ex-presidente de esquerda Rafael Correa (2007-2017).
O grande complexo penitenciário de Guayaquil (sudoeste) tem sido cenário das piores chacinas carcerárias do país, que desde fevereiro de 2021 deixaram mais de 430 detentos mortos em uma disputa pelo poder entre quadrilhas ligadas ao narcotráfico.
O ex-vice-presidente Otto Sonnenholzner (direita), por sua vez, propôs restringir o acesso ao Equador de estrangeiros "com passado judicial".
O direitista Jan Topic, que integrou a Legião Francesa, disse que a chave para combater a criminalidade é "equipar e treinar nossas forças de ordem e integrar todas as fontes de inteligência para saber como o dinheiro sujo dos narcos e dos corruptos circula".
Situado entre a Colômbia e o Peru, os maiores produtores de cocaína do mundo, o Equador enfrenta o aumento do narcotráfico e da violência de quadrilhas criminosas.
Em 2021, o país apreendeu um recorde de 210 toneladas de drogas. No ano seguinte, foram 201 toneladas.
O Equador encerrou 2022 com uma taxa de homicídios de 26 por 100.000 habitantes, quase o dobro de 2021.
Para conter o contrabando de drogas, Xavier Hervas (centro direita) propôs "militarizar portos marítimos e aeroportos internacionais" para desestimular os cartéis, que usam o país como ponte para as remessas de drogas aos Estados Unidos e à Europa.
Já Pérez sugeriu recuperar a segurança com "mão firme" contra o crime, mediante patrulhas da força pública e impulsionar o acesso de "professores e médicos" às populações mais afetadas pela violência.
J.Gomez--AT