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Representante da UE critica incursão israelense em Jenin
Um representante da União Europeia (UE) criticou Israel, neste sábado (8), por sua sangrenta incursão em Jenin, no norte da Cisjordânia ocupada, uma operação que, segundo ele, põe em contradição a "proporção" do uso da força.
"Estamos preocupados com o envio de armas e sistemas de armamento que questionam a proporção do [uso da força] pelo exército durante a operação", declarou Sven Kuehn von Burgsdoff, representante da UE para os Territórios Palestinos, em Jenin.
O representante acompanhou uma delegação de funcionários das Nações Unidas e diplomatas de 25 países nessa cidade, onde o exército israelense realizou uma incursão de 48 horas esta semana que causou a morte de 12 palestinos e um soldado israelense.
Suas declarações ecoam as do secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, que afirmou na quinta-feira que os militares israelenses fizeram uso excessivo da força durante a operação, a maior que Israel já realizou em território palestino em anos.
"Este ciclo de violência deve acabar, não pode durar. Se não houver uma solução política para o conflito, estaremos aqui daqui a uma semana, daqui a um mês, daqui a um ano, sem nada ter mudado", afirmou o diplomata europeu.
O exército israelense implantou centenas de soldados, drones e tratores tanto na cidade quanto no campo de refugiados, um reduto de grupos armados palestinos.
Pelo menos 100 palestinos ficaram feridos na operação, de acordo com o Ministério da Saúde palestino.
Representantes das Nações Unidas fizeram um apelo neste sábado para arrecadar fundos que ajudem a reconstruir o campo de refugiados, que sofreu danos graves.
Aproximadamente 18.000 pessoas vivem nesse local, que possui apenas 0,43 km².
N.Mitchell--AT