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Dirigentes da autoridade eleitoral da Venenuela ligados ao chavismo renunciam
Dois dirigentes da autoridade eleitoral da Venezuela, próximos ao chavismo no poder, renunciaram nesta quinta-feira (15) para garantir “estabilidade política”, frente às eleições presidenciais de 2024, em que Nicolás Maduro buscará um novo mandato.
A atual governança de cinco reitores do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) foi nomeada em 2021 para um período de sete anos, após negociações políticas que deixaram nas mãos do chavismo três cadeiras, incluindo a presidência, enquanto as outras duas ficaram com a oposição.
O presidente Pedro Calzadilla e o reitor Alexis Corredor, mais seis suplentes, colocaram seus “cargos à disposição da Assembleia Nacional para que seja o poder legislativo, facultado constitucionalmente, o que mais uma vez designe um Conselho Nacional Eleitoral que represente o consenso e as aspirações dos setores democráticos do povo venezuelano”, segundo um comunicado lido à imprensa.
A terceira representante do chavismo no Conselho, Tania D'Amelio, saiu em abril de 2022, quando foi nomeada para a Suprema Corte. Os opositores Roberto Picón e Enrique Márquez não renunciaram, embora seu futuro seja incerto.
O Parlamento, controlado pelo partido governista, tem em sua agenda a aceitação das renúncias, segundo a ordem do dia lida na sessão.
Setores dissidentes da oposição tradicional, acusados de favorecer o chavismo, pedem representação dentro do órgão.
Até a nomeação de novos reitores, as atividades do Conselho Nacional Eleitoral seguirão normalmente, de acordo com Calzadilla.
Este CNE substituiu um conselho provisório acusado de fraude nas eleições de 2020, quando o Parlamento foi renovado, e de 2018, com a reeleição de Maduro.
Foi responsável por organizar as eleições regionais de 2021, nas quais a União Europeia, que acompanhou como observadora, relatou irregularidades, apesar de encontrar “melhores condições”.
A.O.Scott--AT