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Zelensky pede para discursar na assembleia geral da OEA
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, pediu para discursar durante a assembleia geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), que será realizada no fim do mês, em Washington, informou a organização nesta quarta-feira (7).
Em fevereiro, quando se completou um ano da invasão russa à Ucrânia, Zelensky se propôs a aumentar a lista de países que o apoiam contra Moscou, principalmente na África e América Latina. Quase todos os países latinos condenaram a operação russa, mas relutam a sancionar Moscou ou a enviar armas à Ucrânia.
Neste contexto, a missão observadora permanente da Ucrânia solicitou por escrito à OEA que Zelensky "possa fazer um discurso ao vivo e apresentar um gravado durante o diálogo com os observadores permanentes na quarta sessão plenária da Assembleia Geral", como fez no ano passado.
"O pedido de um país observador não está sujeito a aprovação", explicaram fontes da OEA, o que equivale a que ele faria uso da palavra durante a 53ª assembleia geral, instância política máxima da organização.
Zelenski falaria às Américas em um momento de tensão com o Brasil. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deseja que o país atue como mediador entre outros países "neutros", incluindo a China, em uma eventual negociação para pôr fim à guerra, mas diz ter ficado incomodado por não ter se reunido com Zelensky paralelamente à reunião de cúpula do G7 no Japão, no mês passado, supostamente por problemas de agenda.
A Rússia deixou de ser um observador permanente da OEA no ano passado, após ser suspensa pela organização até que "cesse suas hostilidades e retire as tropas" da Ucrânia.
D.Lopez--AT