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Presidente da FIA quer carros mais leves e menos caros na F1
Mohammed Ben Sulayem, presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), declarou neste sábado (13) que os carros de Fórmula 1 se tornarão "mais simples", mais leves e menos caros em um futuro próximo, especificamente até 2030 ou 2031.
Os seis fabricantes de motores envolvidos na F1 apoiam essa simplificação, que permitiria reduzir os custos de 1,5 milhão de euros para 700 mil euros (de R$ 8,8 milhões para R$ 4,1 milhões na cotação atual), disse o dirigente a um grupo de jornalistas durante a icônica corrida das 24 Horas de Le Mans, realizada neste fim de semana na França.
Ele espera que o peso dos carros caia para uma faixa entre "630 e 650 quilos" dentro de quatro ou cinco temporadas, reduzindo o valor em relação aos atuais 768 quilos.
"Os carros são pesados, e isso não é bom para o piloto. Eles não são seguros", criticou Ben Sulayem.
"Estamos prontos para um novo motor em 2031. Estamos até tentando antecipar isso para 2030. Será um V8 [oito cilindros]. A decisão já foi tomada", afirmou.
O presidente da FIA estimou o custo de pesquisa e desenvolvimento desse novo motor em 200 milhões de euros (R$ 1,17 bilhão), observando que a "Red Bull investiu 1,3 bilhão de euros [R$ 7,64 bilhões]" para se adaptar ao novo regulamento de um motor que é metade elétrico e metade a combustão, uma configuração que enfrentou oposição quase unânime de pilotos e equipes.
Ben Sulayem afirmou que a unidade de potência manteria "um componente híbrido", embora menor, mas não contaria mais com turbo, por ser pesado demais.
Após semanas de discussões, a Fórmula 1 e a FIA chegaram a um acordo na semana passada para reduzir o componente elétrico do motor para o ano que vem (para uma divisão de 42%/58%) e reduzi-lo ainda mais até 2028 (para 40%/60%).
Max Verstappen tem sido um dos maiores críticos dos novos motores previstos para 2026, descrevendo-os como "Fórmula E com esteroides" e chegando a ameaçar, em várias ocasiões, deixar a Fórmula 1 caso não fossem tomadas medidas para melhorar a situação atual.
"O acordo veio após discussões realizadas desde as primeiras corridas da temporada de 2026, motivadas por preocupações em relação à gestão de energia", explicou a FIA em um comunicado.
O.Gutierrez--AT