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Importância da parte elétrica dos motores de F1 diminuirá em 2027 e 2028
Após semanas de negociações, as equipes da Fórmula 1 e a Federação Internacional de Automobilismo (FIA), órgão regulador do campeonato, chegaram a um acordo para reduzir ligeiramente o componente elétrico das unidades de potência dos carros nas temporadas de 2027 e 2028, anunciou a FIA nesta quarta-feira (10).
Novos regulamentos técnicos transformaram radicalmente os carros nesta temporada, introduzindo unidades de potência que se situam aproximadamente a meio caminho entre motores elétricos e de combustão interna, o que exige um gerenciamento de energia complexo, algo a que os pilotos têm tido dificuldade para se adaptar.
Esses novos carros enfrentaram uma desaprovação quase unânime no paddock, especialmente por parte do tetracampeão mundial Max Verstappen (Red Bull), que descreveu os carros com as especificações de 2026 como uma "Fórmula Elétrica com esteroides" e ameaçou repetidamente deixar a F1 caso nada fosse feito para melhorar a situação.
"O acordo foi alcançado após discussões realizadas desde as primeiras corridas da temporada de 2026, depois que preocupações relacionadas ao gerenciamento de energia foram identificadas", explicou a FIA em um comunicado.
"As mudanças propostas visam abordar questões relacionadas ao gerenciamento de energia e ao fluxo de combustível, permitindo voltas de classificação mais agressivas sem comprometer as corridas positivas e emocionantes proporcionadas pelos novos regulamentos", acrescentou a nota.
A divisão entre os componentes de combustão interna e elétrico da unidade de potência, atualmente de 53% e 47%, passará para 58% e 42% em 2027 e, posteriormente, para 60% e 40% em 2028, revelou a FIA.
M.King--AT