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Copa do Mundo terá novas regras contra 'cera' e 'Lei Vini Jr'
A Copa do Mundo de 2026 (11 de junho a 19 de julho) servirá para colocar em prática novas regras para evitar a 'cera' e será aplicada pela primeira vez a "Lei Vini Jr", que punirá os jogadores que cobrirem a boca para conversar com adversários e árbitros.
No final de fevereiro, a International Football Association Board (IFAB), entidade responsável por definir as regras do futebol, anunciou que, a partir da Copa do Mundo, será punido o jogador que "deliberadamente" atrasar um arremesso lateral (a bola será concedida ao adversário) ou um tiro de meta (o escanteio será concedido ao adversário).
Especificamente, se o árbitro considerar que um jogador está tentando ganhar tempo em qualquer uma dessas situações, ele iniciará uma "contagem regressiva visual de cinco segundos", ao final da qual a penalidade será aplicada.
Essa regra já é aplicada atualmente quando um goleiro segura a bola nas mãos por muito tempo.
- Punição por simulação de lesões -
Jogadores que simularem lesões para ganhar tempo também serão punidos: se a equipe médica entrar em campo para prestar atendimento a um jogador, este deverá sair do campo e só poderá retornar um minuto após o reinício da partida.
Os jogadores que forem substituídos terão dez segundos para deixar o campo de jogo a partir do momento em que o árbitro assistente anunciar a substituição.
Caso contrário, seu substituto deverá aguardar um minuto na lateral do campo e, em seguida, esperar a próxima interrupção do jogo para entrar em campo.
O objetivo dessas medidas é "acelerar o ritmo das partidas e limitar o tempo perdido", explicou a IFAB.
A organização também ampliou as possibilidades de utilização do VAR, especialmente em casos de dúvida após um segundo cartão amarelo mostrado ao mesmo jogador ou após um escanteio polêmico.
No final de abril, a Fifa anunciou que jogadores que cobrirem a boca durante uma discussão podem ser expulsos.
A punição faz parte de uma nova iniciativa para combater o racismo, informou a Fifa.
- Falar sem cobrir a boca -
"Se um jogador cobre a boca e diz algo (...) deve-se presumir que ele disse algo que não deveria ter dito, caso contrário não precisaria ter coberto a boca", explicou o presidente da Fifa, Gianni Infantino, em entrevista à Sky Sports.
Essa medida é uma resposta à polêmica que surgiu no jogo da Liga dos Campeões entre Benfica e Real Madrid, quando o brasileiro Vinícius Júnior denunciou que o argentino Gianluca Prestianni o chamou de "macaco".
Prestianni foi suspenso por seis jogos pela Uefa e por seis jogos pela Uefa caso seja convocado pelo torneio.
Outro incidente recente em um estádio levou a mais uma mudança. Qualquer equipe que abandonar o campo em protesto contra uma decisão de arbitragem perderá a partida por WO, e quaisquer jogadores ou treinadores que incitarem outros a deixar o campo serão expulsos.
O Senegal abandonou o campo na final da última Copa Africana de Nações em protesto contra um pênalti marcado a favor do Marrocos, país anfitrião, nos minutos finais da partida.
Após uma interrupção de 15 minutos, os senegaleses voltaram ao campo, o jogo recomeçou, Brahim Díaz perdeu o pênalti e os 'Leões de Teranga' acabaram levantando a taça, embora a Confederação Africana de Futebol tenha posteriormente retirado o título, decisão que foi contestada na Corte Arbitral do Esporte (CAS).
- Seis árbitras -
A Copa do Mundo terá 52 árbitros principais, seis deles mulheres, 88 árbitros assistentes e 30 árbitros de vídeo (VAR).
"Os árbitros escolhidos são os melhores do mundo", disse Pierluigi Collina, chefe de arbitragem da Fifa.
"Seis árbitras foram selecionadas, o que mantém a tendência iniciada há quatro anos no Catar, em nosso compromisso de continuar desenvolvendo a arbitragem feminina", acrescentou Collina.
A Fifa também anunciou que os cartões amarelos individuais serão zerados após a fase de grupos e novamente após as quartas de final.
F.Wilson--AT